#11. 19 de abril

Caraíva é um lugar mágico, diferente de qualquer outro que já estive até então. Independente de ser considerado turístico ou não, aquele vilarejo é recheado de histórias de pessoas iguais a mim ou você, que está lendo esse post.

Alguns nasceram lá, outros apenas descobriram um lugar tranquilo para morar, outros foram fazer negócios, outros apenas turismo, mas quase todos que vão, desejam voltar algum dia.

Independente de quem quer que seja, uma coisa não dá pra negar: Caraíva encanta qualquer um que coloca os pés em suas “ruas” tomadas por areia! Uma das histórias mais interessantes que eu conheci é a de um francês que mora lá há mais de 20 anos.

Daft Punk

Será que Caraíva, uma ONG e a dupla Daft Punk tem algo em comum? Pode acreditar, tem sim!

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#10. O forró daqui é melhor do que o seu…

Caraíva é um lugar muito especial. Para mim, é um dos “paraísos escondidos” que existem no Brasil.

Hoje, ela é tomada por uma boa infraestrutura para receber turistas, tem desde carroças com burros para transportar pessoas e cargas (lá não pode entrar carro), até pousadas e restaurantes para todos os tipos de gostos e bolsos.

Mas nem sempre foi assim. Conversando com o Pedro, ele me disse que frequenta Caraíva desde a sua infância, há pouco mais de 20 anos, naquela época a pousada era nada mais do que um pedaço de terra que a mãe dele comprou para ter uma vida tranquila.

Quando ela se mudou, não tinha nem energia elétrica. Aos poucos o cômodo que ela construiu virou uma casa, que depois virou uma pousada.

Até que chegou o momento em que Caraíva ficou muito grande e bem menos tranquila. Então, ela resolveu se mudar para outro lugar, deixando a pousada na mão de um gerente qualquer.

O Pedro estava tomando conta da pousada há pouco mais de 1 ano. Depois de deixar o seu trabalho em São Paulo, coincidiu da pousada estar precisando de um novo gerente, ele resolveu dar uma força para a mãe somente para colocar a casa em ordem.

As coisas deram tão certo, que ele resolveu ficar por lá e assumir definitivamente a administração da Pousada Raiz Forte.

Aliás, Caraíva é cheio de histórias de pessoas que vão visitar a vila como turistas e não voltam mais, ou quando voltam é só para arrumar as malas e se mudar definitivamente para aquele paraíso.

Eu mesmo pretendia ficar somente umas 3 semanas por lá… acabei ficando 6!

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#9. A praia no quintal de casa!

Cheguei em Caraíva exatamente no dia 30 da viagem, nas anotações do meu diário comemoro esse dia como uma grande conquista, talvez tenha sido a primeira desde quando eu botei o pé na estrada!

Esse primeiro mês de viagem passou muito rápido (e qual deles não passou?), e até aquele momento acho que ainda me questionava internamente sobre a sua continuidade por longo prazo, ela ainda era uma incógnita.

Esse “marco” me tirou um certo peso, que eu próprio tinha criado. Hoje vejo isso como uma preocupação desnecessária de um mochileiro principiante em busca de respostas.

Aliás, que delícia que está sendo reviver Caraíva! Bateu uma saudade boa daquelas 6 semanas que vivi por ali, paro e reflito como era o Matheus naquele momento e observo como é o Matheus de hoje… Ali foi o início de muitas mudanças.

Que tempo bom! Acho que foi o início de uma das minhas mais recentes (des) construções como ser humano. Caraíva foi essencial nesse processo sem mesmo ela (e eu) saber disso! Mudanças boas estavam por vir.

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Work Exchange: 5 maneiras para conseguir um trabalho enquanto viaja!

Work Exchange: 5 maneiras para conseguir um trabalho enquanto viaja!

Trabalhar voluntariamente enquanto viaja, é uma ótima maneira de economizar uma grana e ter novas experiências durante o percurso! Esse jeito de viajar possui nome e sobrenome: Work Exchange.

Eu fiz isso em alguns trechos da minha viagem, trabalhei em hostels, pousadas e até em uma fazenda. Posso dizer que foi uma ótima oportunidade de deixá-la ainda mais interessante.

Afinal, quando você está imerso em uma experiência como essa, muitos aprendizados e descobertas podem aparecer, tal como entender melhor a cultura local, adquirindo um olhar sobre as coisas de um modo muito mais nativo do que turístico, criando raízes com as pessoas e o próprio local .

Além disso, é uma chance de poder trabalhar em algo que você nunca fez na vida, ou então,  mesmo trabalhando em algo que não seja novidade, mas tendo a chance de aplicar seu conhecimento em outro contexto de realidade.

Se você ficou interessado em saber um pouco mais sobre isso, ou então está querendo ter uma experiência como essa, listei logo abaixo algumas maneiras de conseguir um Work Exchange.

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#8. Atravessando o portal

Sinceramente no momento em que começo a escrever esse post não sei nem por onde começar a falar o quanto Caraíva foi importante para mim!

Aliás, como relatar 1 mês e meio de uma experiência incrível, a qual foi recheado de boas vivências, tranquilidade, além de muitas descobertas, inclusive sobre a cultura de um local considerado paradisíaco? Talvez eu leve alguns posts para conseguir fazer isso sem deixar escapar nem um detalhe. Vamos tentar!

Para quem não conhece, Caraíva é uma comunidade litorânea e ribeirinha situada em Porto Seguro, na costa do descobrimento, no extremo sul do estado da Bahia, com uma população fixa de mais ou menos 1000 habitantes (Isso, segundo o Wikipedia :P).

Segundo a minha experiência, ela nada mais é do que um vilarejo de Porto Seguro, o qual considero um dos paraísos, ainda “escondidos”, desse país.

Só sei que esse lugar apareceu como um grande presente na minha vida, logo de um dia para o outro, antes mesmo de eu colocar o pé na estrada!

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#7. Que belo horizonte!

Agora sim estava chegando em BH para ficar um tempo um pouco maior, não era muito, coisa de 3 dias, mas já era mais do que as outras passagens que se restringiram somente à rodoviária e as suas redondezas!

O fato é que o pouco tempo que fiquei antes alimentou a minha vontade de estar lá por mais alguns dias. Além disso, eu queria muito conhecer o museu do Inhotim que fica em Brumadinho, uma cidade bem perto da capital.

Estava chegando de São João Del Rei, onde peguei uma carona com o Vinicius. Ele me deixou no Samba Rooms hostel, que fica no bairro da Savassi, já era de noite. O hostel é bem grande e bem movimentado, há muitos quartos que comportam de 8 a 10 pessoas, além de outros que são privativos.

Apesar de todo esse movimento, acabei não criando nenhum laço muito forte com ninguém por lá, pois me encontrava com as pessoas somente na hora do café da manhã e pela noite quando estavam se arrumando para sair. Além disso, era muito comum não encontrar as mesmas pessoas pela manhã, durante a noite, já que o fluxo de hóspedes lá parecia ser bem grande!

Outra coisa é que há muitas opções de coisas para fazer em BH, então cada um meio que faz o seu rolê e eu também não ficava muito tempo por lá durante o dia.

A Savassi é uma região muito boa e uma das mais badaladas da cidade, achei interessante a disposição das suas ruas principais, elas cortam as avenidas em diagonal e levam consigo os nomes dos estados brasileiros, começando do Amazonas e indo até o Rio Grande do Sul.

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O que aprendi viajando sozinho

“Viajar sozinho” é uma expressão que chega até a assustar as pessoas, não somente essa frase, ms também o ato de estar viajando sozinho.

Na minha opinião, isso acontece pois já faz um tempo em que vivemos em uma cultura que valoriza muito o medo, principalmente o de ter de lidar com o que é desconhecido no mundo e também de experimentar estar só.

Saiba que eu já tive esse medo e, talvez ainda tenha um pouco dele. O que posso dizer é que a minha jornada pelo Brasil é a primeira vez em que estou viajando sozinho. Então, enfrentar tudo isso é algo novo para mim!

Quando tomei a decisão de partir nessa sozinho, muitas pessoas próximas me questionavam: “Nossa, mas você vai sozinho? Não é perigoso?”

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#6. Tinha uma cachoeira no meio do caminho…

E lá estava eu novamente na rodoviária de Belo Horizonte, depois de uma viagem rápida partindo de Ouro Preto. Não deu nem 40 minutos.

Cheguei e logo já fui comprar a minha passagem para São João Del Rei. Tinha vaga no ônibus da uma e meia da tarde, com previsão de chegada por volta das 5 e meia.

Dessa vez tinha pouco tempo para esperar, então resolvi ficar ali na rodoviária mesmo. Desci até a área de embarque e comecei a ler um pouco enquanto aguardava o tempo passar e o ônibus chegar.

Ele chegou. Embarquei e estava a caminho de uma das cidades que mais queria conhecer nessa rota histórica que desenhei na minha cabeça: São João Del Rei (Em alguns momentos do texto vou me referir a ela somente como São João ou SJDR, ok?)

Não me lembro do caminho que o ônibus fez, porque capotei a viagem toda, só me recordo que ele fez uma parada em Congonhas antes de seguir até o nosso destino final.

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#5. Arroz com feijão

Desde que comecei a pensar nessa viagem e decidi que ia começar por Minas, passar por Ouro Preto e Mariana era muito mais que uma vontade, era uma obrigação.

O que falar de duas das cidades históricas mais famosas do Brasil? Para mim é tipo aquela dupla infalível, que não tem erro, sabe? Arroz com feijão, sonho de valsa e ouro branco, Romário e Bebeto, pizza com coca-cola, cerveja e amendoim, pão de queijo com café e por aí vai…

Pois bem, lembrando um pouco o último post da viagem, estávamos no momento em que o Marco me deixou lá em Itabirito, na rodoviária. Era de manhãzinha e o movimento dela estava bem tranquilo, não tinha quase ninguém.

Comprei a passagem para Ouro Preto e aguardei. Acho que esperei uns 40 minutos por lá e depois mais uns 30 minutos do trajeto dentro do ônibus até chegar em Ouro Preto.

Nesse tempo, liguei minhas playlists no Spotify e comecei a ouvir minhas músicas preferidas para me auxiliar no processo de digerir mentalmente tudo que rolou naqueles 15 dias de trabalho voluntário na Pousada da Lavra.

Finalmente cheguei na rodoviária de Ouro Preto, estava começando uma nova fase de turismo na viagem!

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O que é hostel? 7 dicas para você ter a melhor experiência como hóspede

Desde que conheci o que é hostel, lá em 2012, busquei priorizar por esse tipo de hospedagem em minhas viagens.

Pois além de ser algo mais flexível e barato, é uma ótima maneira de conhecer outras pessoas, principalmente para quem está viajando sozinho.

Além disso, para mim o hostel é uma grande escola em que aprendo todo tempo a conviver melhor em sociedade, muito pelo fato de que a maioria das suas acomodações precisam ser compartilhadas entre todos, inclusive os quartos e os banheiros.

Durante meu mochilão pelo Brasil, me hospedei em alguns deles que estão espalhados pelo nosso país e, nesse momento, estou tendo a oportunidade de vivenciar uma experiência que já tinha em mente desde o início dessa viagem: trabalhar em um hostel!

Hoje, sou voluntário do Vida Backpackers, aqui em Jericoacoara no Ceará.

O fato é que estando do outro lado do balcão, sendo staff – nome dado para quem trabalha no hostel – vejo muita gente não aproveitando essa experiência da melhor maneira possível.

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