Porque decidi rodar o Brasil

Falar dos porquês que me motivaram a colocar a mochila nas costas e caminhar por terras brasileiras não é algo tão simples assim. As pessoas querem saber isso a todo tempo, e posso dizer que fica até impossível sintetizar tudo em apenas uma frase.

Porém, se fosse para fazer isso, eu escolheria uma que é do Amyr Klink, uma das pessoas que me inspiram quando o assunto é viajar, e ela já é até considerada clichê para quem conhece o cara:

“Um dia é preciso parar de sonhar, e de algum modo, partir”

 

A frase mais famosa do Amyr Klink – foto tirada aqui em Jericoacoara pelo Felipe que trabalha comigo no hostel!

Já adianto que foi um processo que me levou um certo tempo, com várias decisões que foram tomadas. Algumas delas considerei que foram acertadas, outras, na época, nem tanto.

Mas mesmo as que chegaram a me causar um certo arrependimento a curto prazo, foram essenciais para chegar até aqui e hoje fazem muito sentido para mim.

Minha ideia é compartilhar um pouco de como foi esse processo e essa experiência. Se o meu relato te ajudar a tomar alguma decisão importante na sua vida, esteja ela ligada a viajar ou não, ficarei muito feliz!

Por que viajar?

Os motivos para alguém tirar um tempo para viajar podem ser inúmeros: Conhecer um lugar novo ou uma cultura diferente, dar um tempo da vida corrida, alguma decepção profissional ou amorosa e até para buscar o autoconhecimento, a plenitude e fortalecer a espiritualidade.

No meu caso, eu acho que tem um pouco de tudo isso! Diria até que é uma mistura bem louca desses e outros elementos!

Não acho justo isolar essa fase da minha vida em apenas um desses motivos que listei. O fato é que até o momento de minha partida, minha vida passou por uma fase muito boa e outra nem tão boa assim. Resolvi me mexer e correr atrás para mudar isso.

 

Quando tudo começou

O ano era 2013, eu estava no último ano de faculdade, fazendo estágio em Campinas e tendo que viajar 2 vezes por semana para São Carlos, o motivo era simples: pagar algumas disciplinas para me formar naquele ano, ou seja, fazer as famosas DPs.

Foi um ano com uma rotina bem corrida, de trabalhar e estudar ao mesmo tempo, com direito até a pegar ônibus de madrugada e chegar bem cedo e ir direto trampar.

Os 5 anos de faculdade me trouxeram um crescimento muito grande, se por um lado não aconteceu nada de relevante no que diz respeito a aprender o lado técnico do meu curso (ciências da computação), por outro o crescimento como ser humano foi gigantesco!

Um dos grandes diferenciais, e que me ajudou a levar esses 5 anos como um dos mais marcantes da minha vida, foi participar de algumas atividades extracurriculares (Empresa Júnior, Movimento CHOICE, Projeto RONDON) que me ajudaram a ampliar minha visão de mundo e formar uma rede de amigos e colegas com ideias e propósitos parecidos.

Eu queria muito finalizar aqueles anos com chave de ouro e não sei ao certo como a ideia começou, mas um grande amigo, o Diego, que morava comigo em Campinas e também fazia estágio na mesma empresa, me chamou para mochilar pela América do Sul no fim daquele ano. Eu topei!

Posso dizer, então, que naquele ano eu tinha um objetivo maior para conseguir levar aquela rotina pesada, que além de me formar era conseguir juntar uma grana para bancar essa viagem.

Deu tudo certo, o fim do ano chegou, cumprimos com nossas últimas obrigações da graduação e no começo de dezembro nos encontramos em Sampa para pegar nosso primeiro ônibus de muitos daquela viagem, com destino à Bolívia.

Foram mais de 30 dias de viagem passando por Bolívia, Peru, Chile e Argentina. Ali começava a acender uma chama dentro de mim, que estava muito ligada a vontade de querer viajar para conhecer lugares diferentes.

Diego e eu em La Paz
Diego e eu em La Paz, acho que era no Museo de La Coca

 

Em Puno, nas Islas Flotoantes…Uma das minhas fotos favoritas da viagem 🙂

Voltamos em janeiro de 2014, finalmente formei e estava em busca de um emprego. Um dos insights dessa viagem foi o de que não poderia buscar um trabalho tradicional, até porque eu não tinha nenhum interesse em seguir na minha área de formação. Eu precisava buscar algo que me realizasse de alguma forma.

Essa busca não foi fácil, depois de tentar muitos lugares via processo seletivo e minha rede de contatos, quando já estava recorrendo a procurar algo mais na minha área de formação mesmo, consegui um trampo em Curitiba, em uma startup que eu entrei em contato pelo Facebook perguntando se tinham vagas abertas.

 

Uma trip muito louca

Em maio de 2014 peguei minhas trouxas e fui de mala e coração aberto para Curitiba para uma nova fase da minha vida.

Foi um ano em que passei um certo perrengue, principalmente em relação a grana, mas a mudança e o crescimento profissional que estava acontecendo me motivava muito. Aliás, acho que foi esse pensamento positivo que fez as coisas em Curitiba parecerem estar tão bem, dificilmente eu reclamava da vida e das coisas, não tinha tempo ruim não!

Era novembro, a rotina estava caminhando normalmente até que um dos meus grandes irmãos de lá, o Fernando, me mandou uma mensagem perguntando se eu tinha planos de viagem para o ano novo.

Ele me falou que estava querendo fazer “uma trip muita louca” e me chamou para ir junto com outro grande amigo, o Dipp. No início, eu estava achando que era ir para praia, mas quando ele me apresentou o destino, fiquei de cara: Era um mochilão pelo sul da África!

Caramba! Nunca imaginei que um dia ia surgir a oportunidade de visitar o continente africano assim de uma hora para outra.

Mais do que a experiência de viajar para a África, acho que foi a primeira vez na minha vida que acreditei na força do universo. Afinal, havia alguns obstáculos para que essa viagem pudesse dar certo, dentre eles ter a grana pra comprar a passagem e conseguir a liberação de uns 20 dias no trampo, o qual eu tinha menos de 1 ano de trabalho.

Inconscientemente mentalizei que se fosse para aquilo dar certo, uma força maior iria conspirar para que isso seja feito. No fim, deu certo!

Em dezembro, depois de algumas aventuras que ocorreram desde a saída do meu bairro em Curitiba até chegar em Sampa, estávamos no aeroporto de Guarulhos embarcando com destino a Joanesburgo.

Apesar de também ser uma viagem no estilo mochilão, era totalmente diferente da primeira, se na anterior deu para ter quase um ano de planejamento, nessa tivemos somente uns 40 dias para saber o que fazer!

No nosso roteiro estava África do Sul, Zimbábue e Botswana. Outra viagem incrível! Daquelas que te deixa muito motivado! Eu voltei para casa com muita vontade de começar o ano de 2015 com muita energia e batalhar para fazer a próxima viagem!

Eu, Dipp e Fernando no trem rumo a Victoria Falls

 

PS: Uma das coisas que fiz nessa trip foi pular de bungee jump, algo que jamais cogitei fazer um dia na vida! Eu tenho o vídeo de como foi esse salto, mas não mostrei para quase ninguém ver…

Então, agora é a hora de passar um pouco de vergonha e mostrar para quem quiser ver como foi e também a minha cara de “quem está com aquela calma que só o desespero pode dar!”

 

“Muito bem em todos os aspectos da vida”

O ano de 2015 começou e a vontade de construir um bom ano era grande. Me lembro de que logo em janeiro fui apresentado ao Projeto ViraVolta pelo Léo, outro grande amigo que morava comigo em Curitiba.

Em resumo, esse blog foi feito por um casal que abriu mão de uma vida bem sucedida no mercado de trabalho para viajar o mundo.

Fiquei sabendo que eles iriam palestrar lá em Curitiba e fui assistir. Lembro que aquilo me motivou mais ainda e sai de lá certo que iria juntar uma grana para algum dia tirar um ou dois anos sabáticos e também viajar pelo mundo.

O ano foi passando e não tinha do que reclamar da vida não, meus laços de amizade em Curitiba só se fortaleciam (ganhei amigos que levo até hoje comigo!), o crescimento no trabalho ia de vento em popa, os desafios eram enormes e eu estava batalhando por eles com louvor.

Além disso, comecei a namorar uma guria que trabalhava comigo, uma história de amor daquelas que tudo acontece da forma mais natural e fluída que possa ser. Foi um relacionamento que também me fez crescer muito.

Jogando a real mesmo, eu tinha tudo que o padrão da sociedade prega como “saudável”: uma vida profissional em crescimento, amigos e uma vida amorosa estável.

Tanto eu quanto as pessoas próximas a mim tinham a certeza de que eu estava muito bem.

O Diego, aquele meu amigo que foi junto comigo no primeiro mochilão, foi me visitar em Curitiba, em sua primeira parada de uma outra viagem que ele estava começando, essa também pelo Brasil. Me lembro que ele me deixou um livro com uma dedicatória que dizia estar feliz por me ver “bem em todos os aspectos da vida”.

Um ano e três meses depois, estávamos almoçando em São Carlos e lembro que cheguei a falar para ele o quanto ele estava enganado e minha vida tinha mudado!

Lembrando de tudo isso, me vem uma música do Natiruts, que é uma das minhas preferidas, que diz que “A qualquer hora o mundo pode confundir sua cabeça, é preciso ter amor para enfrentar o que aconteça”

Voltando a Curitiba… O fato é que com tudo isso, veio a rotina… basicamente eu tinha desencanado do meu plano de viajar o mundo, pois vi que ia demorar muito tempo para juntar a grana que tinha colocado como meta (80 mil reais mais ou menos), o trabalho me consumia demais em um dia a dia que se tornava cada vez mais estressante.

Todo dia eu só queria chegar em casa, deitar no sofá e não fazer mais nada! Não via a hora de chegar o fim de semana para descansar, dar um rolê pelos parques de Curitiba, passar o dia com a namorada e os amigos.

Foi questão de começar o ano de 2016 que quase tudo aquilo que me fazia “estar bem em todos os aspectos da vida” foi por água abaixo.

Lembro, principalmente, que o trabalho me começou a cansar, o custo-benefício de encarar aquela rotina já não estava mais valendo a pena, eu estava muito infeliz. Resumindo: estava de saco cheio e não sabia o porquê!

A minha sorte é que alguns fatos que aconteceram logo no início do ano me forçaram a tomar a decisão de dar um pé em tudo isso e ir embora de Curitiba. (De vez em quando a gente precisa de um empurrãozinho para tomar uma decisão importante e foi isso que aconteceu).

 

Um longo inverno

Voltei para Piracicaba-SP, minha cidade natal, ficar um tempo com os meus pais. Minha estadia por lá seria de um mês com o objetivo de relaxar.

Porém, não houve muito o que relaxar, pois já estava no meio do processo seletivo de uma empresa em Florianópolis. Minha cabeça pensava a todo tempo como seria minha vida por lá.

Morar em Floripa sempre foi uma de minhas vontades, nessa altura do campeonato, eu tinha a certeza que a solução para que tudo melhorasse era mudar de cidade e de trabalho… ledo engano!

Pois bem, fui contratado e me mudei para lá. Posso dizer que a minha adaptação em Floripa foi uma das mais difíceis que passei na vida. Um dos motivos era o sentimento de decepção que era muito forte.

Estava bem chateado por ter que tomar a decisão de largar o trampo em Curitiba, em um lugar em que eu suei muito a camisa e apostava todas as minhas fichas. Além disso, o meu namoro só deu certo até aquele momento e decidimos por romper em meio à distância.  

Para ajudar, eu estava chegando em pleno fim da temporada de verão em Floripa. Costumo dizer que eu vivi um longo inverno por lá! Estava em uma cidade nova, famosa pelas suas praias, mas não rolava ir para praia devido ao clima frio.

Não sei porque, mas isso me fez ter um comportamento de me fechar muito no início dessa fase em tudo o que diz respeito a me relacionar com as pessoas. Aliás, acho que nunca estive tão fechado na minha vida.

Hoje, nos meus momentos de reflexão e com uma maturidade muito maior do que tinha há um ano atrás, chego a pensar que fui muito injusto com Floripa, realmente foi um lugar que dei muita pouca chance para as coisas acontecerem!

Mas nada como o tempo, o apoio da família e terapia pra gente retomar as rédeas da nossa vida, não é mesmo?

Aliás, um dos melhores investimentos que fiz no ano de 2016 foi ir toda semana me consultar com uma psicanalista, que me ajudou muito a recuperar toda minha essência, meus sonhos e planos!

A cada consulta eu conseguia reforçar para mim mesmo que eu tinha que aproveitar melhor a minha vida e projetar meus próximos planos. Pouco a pouco, a ideia de tirar um tempo para viajar foi voltando, mas a questão de juntar uma grana ainda era um problema

De novo, me vinha a ideia de que ia demorar muito tempo para juntar algum valor com o intuito de tirar um período sabático tranquilo.

Então, comecei a pesquisar maneiras alternativas de viajar sem grana. Lembro até que o Felipe, outro grande irmão de vida, me apresentou o Jornada Viva e descobri as plataformas de work exchange, que basicamente ajudam mochileiros a viajar trocando trabalho por hospedagem.

Comecei também a trabalhar como freelancer na área de produção de conteúdo, para juntar uma grana extra (vulgo pagar meu cartão de crédito) e estava me dando muito bem nisso.

Logo, aquela ideia de que a grana poderia ser um problema, já era um obstáculo vencido. Junto a isso, criei muito a consciência que a minha felicidade, bem como viver bem só dependia de mim.

Já era novembro e apesar de considerar que tinha conseguido retomar minha vida normalmente como ela era antes, outro ponto que começou a me incomodar muito também era o fato de eu passar 8 horas do meu dia debaixo de um ar condicionado em um escritório… morando em Floripa!

Nada contra quem gosta dessa vida, mas me vinha muito o pensamento de que o meu momento de vida não condizia com essa maneira de viver. Refleti muito e cheguei a conclusão de que talvez o meu final de vida poderia ser assim, mas enquanto sou jovem e sem compromisso com ninguém, poderia ser bem diferente.

 

A decisão

Pedir demissão pela segunda vez no ano de 2016 não foi nada fácil. Até porque, eu estava trabalhando em uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil e a melhor de Floripa, a Resultados Digitais (RD).

Da mesma maneira que tenho a consciência de que fui injusto com a cidade de Floripa e não dei espaço para as coisas acontecerem, também considero que fui injusto da mesma maneira com a RD. Apesar disso, foi um lugar em que mais cresci profissionalmente em pouco tempo.

Aliás, não sou de ficar fazendo propaganda gratuita, mas a RD é sem dúvida nenhuma o melhor lugar que trabalhei e recomendo fortemente a empresa para quem quiser trabalhar ou se tornar cliente. Lá tive a oportunidade de trabalhar com gente muito competente e fiz muitos amigos também. Além disso, a empresa também tem a sua parcela de contribuição no meu desenvolvimento como pessoa e no processo de tomar a decisão de viajar. 

O insight da decisão de viajar surgiu, inclusive, no RD Summit, o evento que ela organiza todo ano e que tive a oportunidade de receber muitos dos clientes que eu atendia. Foi incrível ver toda a energia da galera da empresa e os participantes em uma sinergia sem igual!

Tive a sensação de que não tinha como a minha experiência por lá ser mais foda que aquilo. Passei o fim de semana todo refletindo e decidi que era o melhor momento de encerrar aquele meu ciclo na RD para ir atrás daquela vontade de tirar um tempo para viajar.

Eu e a galera que trampava comigo no RD Summit 2016

Me lembro perfeitamente daquela segunda-feira, cheguei cedo no escritório e logo que meu ex-chefe e amigo Paulo apareceu, pedi para conversar em particular com ele. Comuniquei sobre a minha vontade de sair…

Do pouco tempo que trabalhei com o Paulo, acho que foi uma das poucas vezes que vi ele sem reação. Na ocasião nem eu sabia explicar direito os motivos e só sei que tivemos umas 2 ou 3 conversas naquela segunda-feira para que ele conseguisse entender melhor, e eu também!

Pois bem, decisão amadurecida, aos poucos fui comunicando meus colegas de trabalho e outros amigos sobre a minha saída. Foi mais um grande exercício de desapego na minha vida!

Confesso que eu tinha muito receio do julgamento alheio (sim, eu sempre fui alguém que sempre pregou que esse pensamento é pura besteira, mas nessas horas falar é muito mais fácil do que colocar em prática).

Até porque, a empresa estava em um momento fantástico, tinha acabado de receber um investimento financeiro relevante de um fundo americano e estava prestes a começar a sua expansão internacional, ou seja, oportunidades de crescimento não faltariam em 2017.

Para minha surpresa a maioria das pessoas me apoiaram e acho que botaram mais fé que eu nessa ideia! Isso me motivou mais ainda a seguir firme nessa decisão!

 

“Segunda-feira eu vou embora”

Decidi começar a viajar pelo Brasil por dois motivos:

  1. Conhecer melhor nosso país e sair um pouco da bolha Sul-Sudeste;
  2. Testar como seria a vida de mochilar e trabalhar ao mesmo tempo.

Passei o mês de dezembro em Piracicaba, dando um pouco de atenção para minha família… já fazia tempo que eu era o filho desnaturado, que mal dava as caras lá em casa.

Continuei trabalhando por mais um tempinho na RD (de home office), fazendo meus freelancers e estudando um pouco de como poderia começar a viagem.

A ideia sempre foi fazer algo bem livre, sem ficar preso a roteiros. Fiz somente um planejamento básico para levantar alguns custos e ter noção dos lugares que poderia visitar pelo nosso país, além de “lembrar” um pouco como era mochilar, já faziam 2 anos da minha última viagem.

Passei por várias fases diferentes durante esse processo, que vão desde a empolgação do tipo: “Cara vou viajar”, passando pelo medo de sair da zona de conforto e achar que poderia dar tudo errado, até que finalmente chegou a fase de não suportar mais ficar em casa, com uma vontade enorme de partir o quanto antes!

Tinha definido que iria começar a pensar em iniciar minha jornada depois do Superbowl, a final do campeonato de futebol americano (NFL), que era no início de fevereiro. Afinal, queria muito ver o jogo e na estrada seria bem difícil de assistir.

No fim de semana do jogo, fiz meio que uma “despedida”. Combinei com os meus dois melhores amigos lá de Pira, o Euro e o Neto, de assistirmos o jogo juntos, além de um almoço de despedida em uma churrascaria qualquer.

Euro, eu e Neto usando a camiseta com o famoso bordão do Paulo Antunes, comentarista da NFL

Na semana pós-jogo já comecei a procurar os trabalhos voluntários pelo Workaway, plataforma que escolhi para encontrar os lugares que ofereçam esse tipo de trabalho, e recebi algumas respostas negativas.

Cheguei a conclusão de que não precisava esperar aquilo dar certo para começar.

“Segunda-feira vou embora”, lembro que falei com essas palavras pros meus pais que iria começar a viagem logo na outra semana, independente do que precisasse ser feito para começar, conseguindo um trabalho voluntário ou não.

Depois dessa decisão, tudo fluiu naturalmente, no dia seguinte já recebi a resposta de um dos hosts que tinha contactado dizendo que eu poderia estar lá já na próxima quinta-feira!

Então, na segunda-feira comecei essa tão esperada jornada!

 

“…e de algum modo, partir.”

Foi uma caminhada longa e uma decisão que foi amadurecida em quase 1 ano.

Se fosse para resumir tudo isso, eu diria que há 1 ano atrás eu me acomodei, depois minha vida bagunçou de todos os jeitos possíveis, me fechei, busquei sair dessa fase, voltei a sonhar e me mexi para transformar esse sonho em algo concreto!

Gostaria de trazer novamente a frase do Amyr Klink:

“Um dia é preciso parar de sonhar, e de algum modo, partir”

E hoje falo seguramente que naquele momento em que resolvi colocar a mochila nas costas, e começar a minha viagem, foi o momento em que eu parei de sonhar e resolvi de algum modo, partir!

 

Depois de 6 meses na estrada, resolvi criar esse blog com o objetivo de compartilhar tudo que vivi e aprendi. Além disso, gostaria muito de ajudar você a fazer aquela sua viagem que está guardada na sua cabeça há um certo tempo! Apenas me fale como posso ajudar 😉

Matheus Boscariol

27 anos, mochileiro, dando um rolê pelo Brasil.

18 thoughts on “Porque decidi rodar o Brasil

  • 22 de August de 2017 at 15:19
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    Feliz com tua jornada, irmão!

    Reply
    • 22 de August de 2017 at 20:08
      Permalink

      Barão meu irmão!

      Agradecido meu caro! Saudades da nossa parceria em Curitiba! Em breve tenho certeza que nos encontramos novamente, devo passar por Brasília em breve!

      Grande abraço.

      Reply
  • 23 de August de 2017 at 19:22
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    Adorei o texto, emocionante! Me fez refletir em várioss quesitos! Trabalhamos pouco tempo juntos, mas te admiro e sei do seu potencial. Sem dúvida você tem muita coisa boa pela frente! Obrigada por compartilhar.

    Reply
    • 24 de August de 2017 at 11:58
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      Imagina Thais, eu que agradeço por dedicar seu tempo lendo e pelo carinho!

      Muita paz e coisas boas para você e toda sua família.

      Grande beijo.

      Reply
  • 23 de August de 2017 at 22:37
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    Que bacana mano! Curti muito a sua história e parabéns pela jornada mais uma vez 🙂

    Reply
  • 25 de August de 2017 at 07:50
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    Querido sobrinho admiro sua coragem e n ter medo do novo.
    Pode ter certeza que sua experiência de uma vida aventurada sera uma estória para contar aos seu filhos .
    É isso aí Matheus Parabéns !
    Beijo de sua tia Claudia

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  • 25 de August de 2017 at 08:35
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    Mateus!! Muito legal e, pra mim, posso dizer, gratificante ler teu escrito! Escreves com uma clareza que nos faz reconstituir cada pedacinho dessa sua história, efetivamente como uma história VIVA, contada por um sujeito em busca do seu desejo, mesmo sem o saber, mesmo porque, o que importa é IR e não o saber. Eis o sentido da vida!! Belo trajeto. Keep going. Abração.

    Reply
    • 25 de August de 2017 at 11:56
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      Muito obrigado, Marcia!

      Você sabe que me ajudou muito nessa busca e a clarear essa questão do que importa é o IR! Minha eterna gratidão!

      Grande abraço.

      Reply
  • 18 de September de 2017 at 20:55
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    Oi Matheus!

    Tem um tempo que deixei esse texto salvo aqui pra ler quando desse e valeu a pena ter feito isso!
    Boa sorte na tua jornada 🙂

    Reply
    • 19 de September de 2017 at 13:30
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      Oi Isa, fico muito feliz ao ler o seu comentário!

      Obrigado e muita luz pra sua jornada de vida também 😉

      Reply
  • 6 de December de 2017 at 16:08
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    Quando começo a ler esse título compartilhado pelo catraca livre, foi pelo simples impulso de saber como um conterrâneo de Piracicaba, conseguiu fazer uma baita aventura Brasil (mundo a fora), e como foi toda essa experiência.
    Mas o que mais me deu ímpeto em escrever nesse espaço dedicado é um vasto emaranhado de quero viver isso também (pois também é um sonho, viajar o mundo), com uma quantia de perguntas e dúvidas sobre como é o dia a dia e as situações vividas e, por último uma vontade em te parabenizar por viver toda essa aventura, não se dar por satisfeito e buscar um essencial na vida. Gosto de histórias onde pessoas comuns quebram paradigmas e buscam um ideal maior (como mencionado acima, saiba ele qual és ou não). Obrigada irmão Piracicabano por me fazer lembrar o que mais quero viver e voltar acreditar nisso em mim, e em minha vida.

    Reply
    • 8 de December de 2017 at 20:01
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      Oi Aila!

      Muito obrigado pelo seu comentário e fico muito feliz que de alguma forma esteja servindo de inspiração para que você busque por uma vida plena!

      Seguimos juntos!

      Abraços.

      Reply
  • 7 de December de 2017 at 09:39
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    Oi, Matheus!
    Que texto inspirador!!! Parece até que me vi em algumas frases e principalmente sentimento. Um dos meus maiores sonhos é sair por ai mochilando e conhecendo o mundo todo! O que mais atrapalha é o medo de não dar certo, medo do que posso encontrar lá fora, sabe?! Sei que você não traçou uma rota específica, mas por onde começou e porquê? Como foi o contato com o hostel para trabalhar na viagem?

    Desde já agradeço !
    Muita luz na sua experiência e que viva as coisas mais bonitas.

    Abraço!

    Reply
    • 8 de December de 2017 at 20:23
      Permalink

      Oi Stephanie, tudo certo?

      Obrigado pelas palavras! Espero que o texto tenha lhe encorajado um pouco a colocar esse seu sonho em prática, o medo de não dar certo é algo quase sempre presente em tudo que fazemos na vida, principalmente se é algo que queremos muito.

      No meu caso, a possibilidade de me arrepender no futuro por não tentar fazer me assustava mais do que esse medo, então isso me motivou a colocar a mochila nas costas o quanto antes. Mas cada um tem o seu processo.

      Eu comecei a minha viagem por São Tomé das Letras, em Minas, um lugar que sempre quis conhecer e também já era caminho para eu começar a cair estrada fora pelo nordeste. Dá uma olhada no primeiro post do blog aqui.

      Nesse outro link também tem a sequência dos lugares por onde passei!

      Sobre o contato com os locais onde trabalhei, eu também fiz um post com dicas de como conseguir esse tipo de trabalho. Todas as dicas que eu cito no post aconteceram comigo na prática. O texto está aqui.

      Se tiver mais dúvidas, só me falar, ok?!

      Muita luz pra ti também!

      Grande abraço.

      Reply
  • 23 de April de 2018 at 14:24
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    Caramba que demaaais!!!
    Você me inspira muito, mais ainda nessa fase da minha vida, término de curso e projetos.
    Não vejo a hora de colocar minha mochila nas costas e simplesmente ir…

    Reply
    • 24 de April de 2018 at 12:05
      Permalink

      Obrigado Raissa! Muita luz para você nessa fase da vida e nas suas decisões 🙂

      Reply

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