#16. Refugando Morro de São Paulo

Reler o meu diário para escrever esse post me trouxe ótimas lembranças, estava com um sorriso no rosto o tempo todo, do início ao fim! Muito bom lembrar de dias que foram incríveis de uma forma tão natural!

Todos os lugares que eu fiquei por muito tempo, morando e vivendo, me trouxeram momentos que me marcaram. A grande peculiaridade de Boipeba, na Bahia, é que tive uma experiência muito semelhante, mas com o tempo bem mais curto: Menos de uma semana.

Vontade de ficar lá não faltou, infelizmente ou felizmente não deu muito certo. Apesar disso, escrevo agora para celebrar aquela semana inesquecível, dias que valeram muito a pena. Engraçado, justo Boipeba que eu também jamais sabia sequer da sua existência antes de partir. Santa ignorância!

Coloquei esse destino no meu radar porque recebi muitas recomendações de hóspedes que fiz amizade lá em Caraíva. O tempo por lá foi tão bom que nem deu tempo de atualizar o meu diário em nenhum dos dias. Fui só refletir e digerir o que aconteceu quando estava em Salvador, esperando o ônibus para Lençóis, a principal cidade da Chapada Diamantina.

Dividindo o táxi

Ainda na lancha rápida, saindo de Barra Grande, estava com a cabeça borbulhando, meus pensamentos se confundiam entre o pesar de deixar aquele paraíso escondido em terras brasileiras com a sensação e o desejo de que dias ainda melhores estavam por vir. Meu feeling estava certo.

Enfim cheguei em Camamu novamente e tomei um ônibus até a cidade de Valença, onde é possível pegar o transporte aquático para Boipeba e Morro de São Paulo. Antes de subir no ônibus, perguntei ao motorista se ele poderia parar no porto para eu descer perto das embarcações, ele me pediu 1000 desculpas e falou que não seria possível.

O motivo era a fiscalização, o ônibus só poderia parar na rodoviária, mas me disse que por lá conseguiria um mototáxi para me levar ao porto facilmente. Tudo bem, sem problemas!

Dentro do ônibus, abri a janela para ver a estrada e isso me fez lembrar o quanto gostava de estar em movimento. Para mim, viajar de ônibus é muito bom e tive a mesma sensação de paz que me faz não querer chegar no meu destino final tão cedo, a mesma que descrevi no meu primeiro post desse blog!

Enfim, chegamos em Valença, quando desci do ônibus agradeci o motorista pela viagem e ele me deu um toque: Apontou para duas moças que tinham acabado de descer e que iriam para o porto também, me sugeriu dividir um táxi com elas.

Dizem que “quem tem boca vai a roma”, né? Cheguei nelas, mesmo sem conhecer, e na cara de pau pedi para dividir o táxi, a proposta prontamente foi aceita.

As moças eram 2 amigas, uma era de Curitiba e outra de Brasília, iriam passar férias juntas em Morro de São Paulo. Ficamos conversando durante o caminho, conseguimos desenvolver uma conversa bem legal e quando elas descobriram meu estilo de viagem nem deixaram eu pagar o taxi. Gratidão enorme!

Descemos do táxi e logo descobri que o barco convencional para Boipeba sairia em 5 minutos, custava R$15, já a lancha rápida custava R$45. Então tinha que correr se quisesse economizar 30 pila. me despedi mais uma vez das meninas, agradeci pela carona e fui correndo até a embarcação.

Canal de Boipeba

Consegui chegar a tempo de embarcar, e quando percebi, estava dentro de um barco super simples, viajando com mais 2 nativos e um monte de coisas ao meu redor: Galões de água, fardos de cerveja, material de construção, bujões de gás, etc.

Que experiência! Os 2 caras não eram muito de conversa, o máximo de interação que consegui com eles é quando me contaram que faziam aquele trajeto (ida e volta) praticamente todos os dias.

Aproveitei para curtir a paisagem, entrar naquela fluidez mental que só uma viagem de barco pode proporcionar e admirar tudo ao meu redor. A viagem era um pouco longa, a diferença de tempo para a lancha rápida era de 2 horas, mas não tem problema, estava sem pressa nenhuma de chegar por lá, pois também não teria pressa para ir embora.

Aproveitei para admirar um pouco mais aquela imensidão de natureza a minha frente e observar toda a forma que o canal de Boipeba toma.

Enfim, chegamos, desci no deck de Boipeba e já senti que teria muita paz por ali. Me deparei com um vilarejo lindo! Bem pequeno e tranquilo (É comum chamar aquela parte da ilha de Velha Boipeba). Dizem que Boipeba é totalmente ao contrário de Morro de São Paulo, que é um lugar regado a baladas e agitação, mas com belezas naturais bem semelhantes.

Comecei a adentrar naquela civilização, cheguei na praça e caminhei até encontrar o Abaquar Hostel, recomendação de uma das argentinas que conheci lá em Itacaré! Achei bem fácil, foi só pedir informação e vi que estava muito perto!

Navegando pelo Canal de Boipeba!

Reencontros da estrada

Quando entrei no hostel, que tem uma bela de uma recepção cheia de árvores e um gramado lindo, tive uma das surpresas mais legais da viagem: A Clara, que conheci no meu último dia em BH estava por lá, fazendo Work Exchange.

Se a minha memória não me falha, essa foi a primeira vez que encontrei alguém que tinha conhecido durante o caminho percorrido até então. A partir desse momento comecei a botar fé no poder da estrada em promover reencontros. Depois dessa ocasião, abriu-se a porteira, muitos outros ocorreram nos próximos dias e meses.

Conheci também a Sol (Soledad) que é a irmã da menina que me indicou o hostel e é a gerente por lá. Muito gente boa também, me atendeu super bem e ajudou a Clarinha a fazer o meu check-in e a explicar o funcionamento do hostel.

Arrumei minhas coisas no quarto, aproveitei e descansei nas redes que tinham ali, era uma das melhores infraestruturas que já vi. Em alguns momentos achei que estava em uma pousada. O forte ali era a área de convivência, que era enorme, cheia de verde, além do quiosque com muitas redes e colchõezinhos de meditação.

Depois disso, encontrei a Clara de bobeira e ficamos conversando um tempão. Os assuntos foram as nossas histórias de viagem até ali, eu falando de Caraíva e ela das suas aventuras pela Bahia.

A fome bateu e sai para comer. Na praça da cidade tem uma tapioca muito boa com preços excelentes: Entre R$5 e R$8 cada uma. Um excelente custo-benefício. Comi duas, uma doce e uma salgada.

Voltei ao hostel e a Clara me disse que o próximo dia seria a sua folga e me chamou para ir até a praia de Castelhanos, por meio de uma trilha. Iríamos junto com um amigo nativo dela. Topei na hora!

Na cova da onça!

Acordei e tomei o café da manhã bem caprichado do hostel, com direito até a bolo e iogurte. Me aprontei e já estava esperando a Clarinha na recepção, lá conheci o Geanderson (o Arraia), que é quem nos levaria até a praia de Castelhanos pela trilha.

O Arraia foi uma das melhores pessoas que conheci ao longo desse Brasilzão, dono de um coração enorme, com uma sabedoria de vida que até ele desconhece. Desde esse rolê vi o quanto ele estava disposto a ajudar todo mundo que passava por Boipeba, sem cobrar um real sequer! Aquela semana foi o suficiente para considerá-lo meu amigo e creio que foi recíproco!

Então, fomos eu, Clara e Arraiá começar a trilha, mal sabíamos que passaríamos por uma boa aventura horas mais tarde! Começamos por um caminho que saia direto na praia da Cueira. A partir daí conheci boa parte das praias da ilha em uma tacada só: Passamos por Moreré e depois Bainema.

Arraia, Clara e eu começando a nossa caminhada!

Depois, faltava só chegar no nosso destino final: A praia de Castelhanos. Antes de chegar lá, é preciso atravessar o mangue e o rio. Foi uma baita experiência atravessar o mangue, não me recordo de ter feito isso alguma vez na vida. Eu descalço conseguia notar toda a manifestação da natureza naquela forma, sentindo a lama nos pés e seu cheiro característico!

Naquele momento a maré estava baixa, então estava bem tranquilo e dava até para ver que tínhamos companhia: Os caranguejos, guaiamuns, dentre outras variações de habitantes do mangue.

Caminhando pelo mangue

Chegamos na beira do rio que divide aquele pedaço de terra e a Praia de Castelhanos. O Arraia atravessou nadando e chamou um pessoal que morava lá perto da margem, eles vieram nos buscar de barco. Pagamos R$5 cada um e já estávamos ali na ponta da praia de Castelhanos.

Lembro que o barqueiro nos ofereceu algo diferente após a travessia, era dendê (a fruta) cozido. Experimentei e não gostei muito.

Rio.

O mais legal da trilha é que conforme caminhávamos, dava para conhecer uma fruta nova da região, apresentada pelo Arraia. Além disso, a cada praia que passava tinha a impressão que uma era mais linda do que a outra. Só para não perder o costume, intitulei a praia de Castelhanos como a mais linda que tinha visto até aquele momento.

Chegando por lá, ficamos na barraca do Pirata, que é uma das mais simplesinhas, como quase todas ali. O Pirata é um velho conhecido da Clara e do Geanderson. Ele faz uns drinks muito bons, com várias frutas, tudo o mais natural possível, inclusive com cacau. Ele aproveita também a carcaça da fruta para servir de copo e evitar o uso de copos plásticos.

Vista da barraca do Pirata!

O dia foi ótimo e tranquilo, regado de muita conversa boa, frutas, drinks e até um almoço feito por pescadores que estavam lá, tudo compartilhado na irmandade também. Tudo isso junto com a vista de uma praia incrível!

Esqueci de falar que tínhamos mais companhia. Quando passamos pela praia de Bainema, encontramos um casal de francês que estavam com muitas coisas (2 mochilas, violão, muitas sacolas pesadas de compras, galões de água), claramente estavam acampando e queriam ir para Castelhanos também. Ajudamos eles a carregarem as coisas, atravessando o mangue e o rio.

Ponta de Castelhanos…

O dia foi tão bom que ficamos até escurecer. Depois de lá, fomos até Cova da Onça com o Pirata, que é um povoado ali perto, onde ele mora. De lá pegaríamos o caminho até Boipeba. Poderíamos ter feito o caminho inverso da ida, mas segundo eles seria mais seguro desse jeito pois a trilha é melhor demarcada para caminhar no escuro.

O legal de fazer trilha com o povo nativo é que definitivamente você não passa fome, comi várias frutas diferentes, tomei a água de coco mais refrescante da minha vida e experimentei as suas variações também: Maçã de coco e coco velado.

Fim de tarde em Castelhanos.

Quando chegamos na Cova da Onça, nem deu para observar direito toda a simplicidade do povoado, logo começou a chover. Caiu um pé d’água mesmo! Esperamos um tempão e estava ficando bem tarde, A Clarinha precisava trampar no hostel no outro dia. Não poderíamos demorar muito para voltar.

Depois de quase uma hora esperando, saímos com chuva mesmo. Nossos celulares estavam com pouca bateria, então usamos um de cada vez como lanterna. Foi uma longa caminhada de 20 km em mais ou menos 2 horas no escuro, andando em meio a lama e sem passar ninguém de trator para nos dar carona.

Alguns momentos a chuva apertou muito e nem tínhamos como nos abrigar, a única alternativa era continuar andando. No fim deu tudo certo, chegamos no hostel são e salvos. Já era mais de 9 da noite se não me engano. Tomei aquele banho desejado há horas e sai para procurar algo para comer,  estava tudo fechado… só me restava dormir! O cansaço bateu forte e capotei em poucos segundos!

Experimentando lagosta

O dia seguinte chegou, eu estava faminto pois não tinha jantado no dia anterior. Devorei o meu café da manhã e fui descansar na área de convivência do hostel. Lá eu conheci o Flávio e o Moah, 2 goianos que estavam passando alguns dias por Boipeba também.

Fizemos amizade e eles me convidaram para tomar uma cerveja. Quando estava saindo do hostel, a Bri tinha acabado de chegar! Já esperava encontrá-la nos próximos dias, visto que sabia da rota dela, foi muito bom revê-la!

Continuamos caminhando até chegarmos na praia da Cueira, onde se encontra o bar do Guido, um dos lugares mais famosos ali para comer lagosta. Sentamos, começamos a beber e a conversar. Os 2 já conhecem Boipeba há um bom tempo, sempre que podem, aparecem por lá.

O dia se resumiu a uma boa conversa regada de muitas histórias, risadas e uma deliciosa lagosta, que eu nunca tinha comido na vida! Achei a carne bem boa, bem leve! No fim da tarde, a Bri também chegou por lá e se juntou a nós.

Voltamos para o hostel quando estava escurecendo. A noite rolou algumas pizzas preparadas pela Clarinha, o que proporcionou uma integração bem legal entre a maioria dos hóspedes, conhecemos mais duas argentinas, que mesmo sendo bem mais velhas, se entrosaram fácil conosco. Isso fez com que combinássemos todos de ir para a praia de Bainema no dia seguinte.

Pontal do Bainema

Assim como tínhamos combinado, no dia seguinte caminhos até a Bainema, uma das praias mais lindas de Boipeba. Fomos eu, Arraiá, Bri, Flávio, Moah e as duas argentinas que conhecemos na noite anterior. Fizemos o mesmo caminho de dois dias atrás para a praia de Castelhanos.

Lembro, inclusive, que nesse dia deu para notar uma enorme propriedade de um italiano que é muito querido pela população de lá. Segundo eles, o cara tem um pedaço de terra gigante, mas ele cuida, ele preserva… não explora!

Paramos no riozinho que fica entre Cuera e Moreré para tomar um banho e seguimos em frente! Lembro também do Arraia indicar para nós algumas casas de famosos que ficam ali no meio dos morros e da natureza.

Enfim, chegamos em Bainema, lá só tem um único local: O Pontal do Bainema, que é o bar de um cara chamado Cação, muito gente boa, nos atendeu muito bem junto com a sua esposa. Já era um velho conhecido do Flávio e do Moah.

No bar tinha algumas plaquinhas bem descontraídas falando sobre o horário de funcionamento e também com a proposta de deixar todos à vontade e relaxar por ali. Aproveitamos e fizemos isso o dia todo, tomando banho de mar, tomando cerveja, jogando frescobol e outras coisas.

Qual o próximo destino?

Depois de ficarmos até o anoitecer naquele paraíso, resolvemos voltar. A maré já estava bem alta, teve um trecho que tivemos que atravessar uma cerca para ir por uma trilha por dentro da mata até chegar em Moreré. De lá pegamos o trator para voltar para Velha Boipeba. Se não me engano o preço do trator era R$10.

Chegamos mortos de fome, fomos direto para um restaurante, eu comi um PF de peixe frito. Depois de encher a barriga, voltamos para o hostel, descansamos e até rolou um churrasco que nos deixou acordados até mais de duas da manhã, rindo muito com as histórias de todos…

Bainema

Um passeio de canoa

No dia seguinte, acordei pela manhã e decidi conhecer uma praia que não tinha conhecido até então: Tassimirim!

A Bri seguiu junto comigo e caminhamos até acharmos uma amendoeira, estendermos nossas cangas e ficamos conversando de boa, deu para relembrar a parceria de Barra Grande.

Não demorou muito tempo e logo apareceu o Arraia com as argentinas, ele tinha ajudado elas a trocarem de hospedagem com as malas, levou-as para lá logo em seguida. Passamos a tarde toda dentro da água. O Arraia sempre vinha com alguma novidade, ou era algum bicho ou uma fruta diferente.

Eis que ele olha bem ao fundo e fala: Nossa aquela canoa é do meu pai! Logo já foi buscar ela e colocou todo mundo dentro para dar um passeio, levando a gente bem a frente, a impressão era que estávamos chegando quase em alto mar.

Descemos da canoa e tinha meio que uma piscina natural, as águas estavam tranquilas e deu para aproveitar toda aquela calmaria, que dia ótimo! Para quem não tinha muitas expectativas, foi sensacional!

Praia de Tassimirim

Lá pelo fim da tarde, o Arraia quis nos levar para ver o pôr do sol de um lugar especial: O Quebra-Cu, que nada mais é do que um morro que é possível ver a Velha Boipeba inteira do seu mirante. Agora o porquê desse nome, eu não me recordo direito…

Lá encontramos o Flávio e o Moah, além de fazer amizade com mais uma galera nova que tinha chegado no hostel fazia pouco tempo. Vimos o pôr do sol e teve direito até a fogueira improvisada na hora.

A noite saímos todos para jantar e o Arraia agitou de novo um rolê para a praia de Castelhanos no dia seguinte, convidando praticamente todo mundo do hostel. Quase todos toparam!

Pôr do sol no Quebra Cu

Refugando Morro de São Paulo

Estava gostando tanto de Boipeba que chegou um momento que pensei que não conseguiria sair dali. Como o hostel trabalhava também com voluntários, perguntei para a Sol se haveria vagas para os próximos dias. Eu sabia que a Clarinha estava indo embora logo logo.

A Sol ficou de me confirmar, precisava falar com a dona do hostel, que estava viajando. Infelizmente a resposta foi negativa, pois já tinham voluntários para chegar e repor as vagas que ficariam abertas… tudo bem…. não era pra ser!

Resolvi então mudar todo o meu planejamento para aqueles dias e no fim desisti de passar por Morro de São Paulo. Parei para pensar por um tempo e realmente o custo-benefício de me deslocar até Morro para ficar poucos dias, somente para “falar que fui para lá” não valeria a pena.

Então, resolvi usar esses dias para ficar mais tempo em Boipeba e também aproveitar mais a minha estadia na Chapada Diamantina, meu próximo destino.

Melhor escolha. Aliás, engraçado… estava eu refugando um lugar que estava na minha lista de destinos desde antes de colocar os pés na estrada.. Nesse ponto da viagem eu já tinha aprendido a me desapegar de qualquer planejamento que tinha feito na vida… me senti muito bem tomando essa decisão e com essa liberdade conquistada.

Último dia em Castelhanos

O último rolê em Boipeba não poderia ter sido diferente dos outros em relação a valer a pena! Novamente fomos para Castelhanos na mesma trilha que fiz nos primeiros dias. Dessa vez tínhamos mais companhia, praticamente foi todo mundo que estava hospedado no hostel.

A chegar no fim do mangue, resolvi atravessar o rio nadando junto com o Arraia, para chamar o pessoal que faz a travessia. Foi tranquilo e desde aquela primeira vez eu queria experimentar nadar naquelas águas.

O mar estava ainda mais lindo quando comparado com o outro dia, parecia uma piscina! Nadei até uma pequena ilha que tem em frente da praia e fiquei um tempão por lá tomando sol e admirando a paisagem ao meu redor. Realmente não tenho do que reclamar nesses dias.

Praia de Castelhanos ainda mais linda!
Água clarinha…

Nesse dia rolou também muitos drinks do Pirata, junto com peixe e lagosta de um pescador que estava por lá e que fez a um preço super barato, deu para todo mundo comer, gastando menos de R$20 cada! Além disso, tinha toda a integração do pessoal! O clima estava incrível!

Peixe e lagosta.

Mas tudo que é bom uma hora acaba né?! A noite começava a dar sinais de que viria e tivemos que voltar, dessa vez fizemos o caminho inverso: Atravessamos o rio de volta, a maré estava cheia e o barco teve que atravessar o mangue inteiro. Por alguns momentos passamos o susto dele ameaçar virar por ter tanta gente que estava a bordo.

Último fim de tarde em Boipeba!

Novamente caminhamos até Moreré para pegar o trator e voltar para Boipeba. Cheguei no hostel, tomei banho, comecei a arrumar minha mala, no outro dia partiria bem cedo para Valença, o barco convencional sai às 5 da manhã.

O clima de despedida já era presente, visto que boa parte da galera iria embora no outro dia também. Fui até a praça e comi uma tapioca com o Flávio, Moah, Bri e Clara.

Realmente foram dias sensacionais em Boipeba, com as melhores pessoas possíveis, digo com certeza que formamos uma grande família naquela semana. Esses dias jamais sairão da minha memória.

Familia Boipebana!

Depois de me despedir da galera, fui dormir. Acordei as 4 da madrugada! Quando estava prestes a sair, começou a cair o mundo de chuva. Por um momento achei que não conseguiria chegar até o deck para pegar o barco das 5.

A chuva acalmou, mas não parou, mas deu para caminhar até lá, estava escuro e frio! Me agasalhei e fiquei esperando junto com os moradores ali presentes. Encontrei também os franceses que ajudamos a carregar as coisas na primeira vez que fiz a trilha para Castelhanos.

Pegamos o barco juntos, descemos em Valença, lá também seguimos juntos rumo a Salvador. Precisamos pegar uma van até uma cidadezinha do lado e depois uma embarcação maior (que parecia uma balsa) que dava diretamente em Salvador. Foram algumas horas de viagem naquela manhã.

Quando chegamos em Salvador, eu decidi que não iria ficar na capital baiana naquele momento. Então, me despedi dos franceses, eles foram para um lado, eu para o outro! Dentre os meus pensamentos, estavam a saudades de Boipeba e uma certa ansiedade… eu sentia a Chapada Diamantina me chamando! Era para lá que eu iria!

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Matheus Boscariol

27 anos, mochileiro, dando um rolê pelo Brasil.

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