#25. Me despedindo do Alagoas

Estava em mais uma dessas vans que fazem o transporte entre as cidades alagoanas, até que ela parou em uma rua qualquer: era o ponto final da cidade de Maragogi. Desci, peguei minhas coisas e fui caminhando pela avenida beira mar até encontrar o Brazuca Hostel, indicação do Federico de Japaratinga.

Cheguei em uma porta pequena, com uma escada que leva até o segundo andar, é lá que funciona o hostel de fato. Quem me recebeu foi a Cíntia, uma das voluntárias que estava trabalhando ali e, assim como eu, tinha recém chegado.

Ela me apresentou o Tomo, o gerente do hostel, japonês, morando há mais de 3 anos no Brasil, com um português muito bom, que coloca a dificuldade dos orientais em aprender a nossa língua no chinelo.

Depois de me acomodar, pedi sugestões do que fazer. O Tomo me recomendou caminhar e conhecer a praia de Antunes, a mais conhecida ali nos cantos de Maragogi. Era isso que tinha para aquele dia então. Me troquei, atravessei a avenida, coloquei meus pés na praia principal e comecei a caminhar.

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#24. Com a minha melhor companhia

Depois de curtir a festa da cidade de São Miguel dos Milagres, no outro dia pela manhã já estava de pé para continuar a jornada pelo litoral Alagoano. Meu próximo destino estava na cidade que fica entre São Miguel e Maragogi: Japaratinga.

Nem deu tempo de tomar café da manhã que logo chegou a van com destino a Porto de Pedras, uma das cidades vizinhas, onde eu poderia pegar uma balsa que fazia o transporte de carros e pedestres até a margem que fica perto de Japaratinga.

Cheguei e a balsa ainda não estava no seu horário de saída. Um tiozinho me ofereceu a ida no seu barquinho por R$2, aceitei. Mas, antes de partir, uma série de “imprevistos” aconteceram: chegou um fiscal e deu a maior bronca nele, por causa da ausência de coletes salva-vidas no barco.

O senhorzinho foi buscar os coletes, que estavam lavando, na sua volta o fiscal pediu a documentação do barco, ele só tinha uma cópia não autenticada, ou seja, levou outra bronca. E lá foi ele novamente buscar outra coisa, me deixando sozinho no barco por alguns minutos.

Só sei que demorou tanto que deu tempo da balsa chegar e eu mudar de transporte para atravessar. Até queria ajudar o tiozinho, mas desse jeito não foi possível.

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#23. O Caribe brasileiro

Depois de sair logo pela manhã da praia do francês e passar por Maceió, no começo da tarde já estava na tão desejada São Miguel dos Milagres. A primeira impressão da cidade foi muito boa: lugar tranquilo, pacato, cidade de uma rua principal (que era pequena), uma pracinha, uma igreja e várias casinhas.

Em pouco mais de uma semana no Alagoas, tinha a impressão de que São Miguel dos Milagres chega a ser um lugar desconhecido até para os próprios nativos do estado. Depois de Piranhas, esse era o lugar que eu mais queria conhecer por ali, então, sempre que tinha a oportunidade, tentava puxar assunto sobre esse “paraíso escondido” com algum alagoano.

Para a minha surpresa, a reação da maioria deles era de total desconhecimento, apenas um ou outro conhecia ou já tinha ouvido falar. Em alguns casos, me deparava com expressões faciais que denunciavam o pensamento da pessoa, algo mais ou menos assim: “o que esse maluco tá falando? Será que ele não tá perdido não?!”

Brincadeiras a parte, estava eu em São Miguel dos Milagres agora, vendo com meus próprios olhos que não estava sonhando, nem delirando, a cidade e a praia existem e vale muito a pena conhecer!

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#22. Voltando para o litoral

Era sábado, depois de algumas poucas horas de viagem, desde a cidade de Penedo, estava de volta ao litoral do nosso país. Estava começando uma jornada de muitas descobertas pela parte litorânea do Alagoas. O calor era forte, pedi para o motorista da van me deixar no trevo da cidade de Marechal Deodoro.

Comecei a caminhar por uma avenida que me levaria até a orla da famosa praia do Francês. Depois de percorrer esse trecho entre o trevo e a praia, já estava quase que ensopado de tanto transpirar. Já tinha pesquisado e encontrado um único hostel por ali: o Hostel Ciganos.

Depois de ir para a direção errada do calçadão (a numeração das casas era confusa e não seguia uma ordem crescente ou decrescente), encontrei o albergue bem na ponta esquerda da orla da praia. Com aquele calor, eu só queria me instalar logo para tomar um banho de mar!

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#21. Meditando no Rio São Francisco

Lá pelas 5 da manhã já estava seguindo meu caminho estrada afora novamente, indo embora de Piranhas. A saudade já tomava conta de mim, mas o sono foi maior e, mesmo contra a minha vontade, me forçou a dormir.

Durante o trajeto até Arapiraca acordei diversas vezes, principalmente quando a van parava nos terminais para deixar e pegar mais passageiros. Eu não entendia nem um pouco como funcionava esse esquema do transporte entre as cidades do Alagoas, mas nem me preocupei muito com isso também, tinha em mente que sempre chegaria onde quisesse.

Já era quase 8 da manhã e eu acordei de vez, só pensava em como os últimos dias foram bons e queria muito que tudo continuasse assim, só que passando um pouco mais devagar. Observava a estrada com um pouco de ansiedade, até que finalmente cheguei na cidade, quando percebi já estava na rua de novo.

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#20. Paz e gentileza em Piranhas

Depois de acordar na tranquila Aracaju, naquele domingo pela noite já estava na tão desejada cidade de Piranhas, estava colocando meus pés em mais um estado brasileiro: Era a vez de conhecer Alagoas. O táxi me deixou ali na parte histórica da cidade, bem perto do Rio São Francisco.

Caminhei por poucos metros para encontrar o Albergue Maestro Egildo Vieira. Tinha recebido ótimas referências de lá, tanto de amigos mochileiros, quanto de outras avaliações que consultei na internet. Era ali que queria ficar, cheguei, mas estava fechado!

Tive que esperar um pouco e foi muito bom. Ali já deu para perceber o quão acolhedoras as pessoas são por lá: A vizinha praticamente me obrigou a sentar em uma cadeira enquanto ligava para o Nei, o responsável pelo albergue.

Em poucos minutos recebi o telefone, troquei algumas palavras com ele, que logo saiu da sua casa em um domingo a noite e se dirigiu para abrir o hostel para mim!

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