#31. Vivendo de hostel

Depois de percorrer o trajeto das dunas para chegar na vila de Jericoacoara, desci do carro, estava em frente a um depósito, o seu nome era “Vê Se tem” ou “V Se Tem”, não lembro. Ao lado da sua porta tem uma escada de madeira em formato de caracol, é o acesso para o andar de cima.

Era ali que ficava o Vida Backpacker Hostel. Subi as escadas e cheguei na recepção. Estava sem movimento algum, somente uma pessoa estava presente: um cara com um colete azul da PUC Campinas (aqueles que costumam ter em jogos universitários), sentado, atrás de uma mesa, mexendo em um computador.

Era o Felipe, outro viajante, também voluntariando no hostel, é apaixonado por fotografia. Ele cuidava da recepção e das reservas e do hostel no período da tarde. O nosso contato inicial foi bem formal, mal sabíamos que seríamos bons amigos em poucos dias.

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#30. Atravessando o portal [2]

Assim como Caraíva, Jericoacoara foi um lugar incrível que apareceu no meu caminho. Na verdade, eu mentalizei muito forte que esse destino chegasse algum dia. Tudo começou quando uma amiga me apresentou essa possibilidade, logo após eu contar que decidi largar o meu antigo trabalho para sair viajando pelo Brasil.

Eu costumo resumir esses 3 meses de viagem (e de vida) em uma única palavra: plenitude. Nesse tempo, eu vivi dias excelentes, estava realmente pleno, sem dúvida foi o grande clímax dessa jornada. Por isso, é mais um desafio conseguir descrever tudo isso. Vamos lá, vou tentar resumir tudo isso em alguns posts, começando pela chegada no paraíso.

De Pipa fui para Natal e depois Fortaleza, duas capitais que conheci só a rodoviária praticamente. Até queria conhecer São Miguel do Gostoso e Canoa Quebrada, mas Jeri me chamava. Algo me dizia que os próximos dias seriam incríveis, mesmo pulando esses destinos.

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