#7. Que belo horizonte!

Agora sim estava chegando em BH para ficar um tempo um pouco maior, não era muito, coisa de 3 dias, mas já era mais do que as outras passagens que se restringiram somente à rodoviária e as suas redondezas!

O fato é que o pouco tempo que fiquei antes alimentou a minha vontade de estar lá por mais alguns dias. Além disso, eu queria muito conhecer o museu do Inhotim que fica em Brumadinho, uma cidade bem perto da capital.

Estava chegando de São João Del Rei, onde peguei uma carona com o Vinicius. Ele me deixou no Samba Rooms hostel, que fica no bairro da Savassi, já era de noite. O hostel é bem grande e bem movimentado, há muitos quartos que comportam de 8 a 10 pessoas, além de outros que são privativos.

Apesar de todo esse movimento, acabei não criando nenhum laço muito forte com ninguém por lá, pois me encontrava com as pessoas somente na hora do café da manhã e pela noite quando estavam se arrumando para sair. Além disso, era muito comum não encontrar as mesmas pessoas pela manhã, durante a noite, já que o fluxo de hóspedes lá parecia ser bem grande!

Outra coisa é que há muitas opções de coisas para fazer em BH, então cada um meio que faz o seu rolê e eu também não ficava muito tempo por lá durante o dia.

A Savassi é uma região muito boa e uma das mais badaladas da cidade, achei interessante a disposição das suas ruas principais, elas cortam as avenidas em diagonal e levam consigo os nomes dos estados brasileiros, começando do Amazonas e indo até o Rio Grande do Sul.

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#6. Tinha uma cachoeira no meio do caminho…

E lá estava eu novamente na rodoviária de Belo Horizonte, depois de uma viagem rápida partindo de Ouro Preto. Não deu nem 40 minutos.

Cheguei e logo já fui comprar a minha passagem para São João Del Rei. Tinha vaga no ônibus da uma e meia da tarde, com previsão de chegada por volta das 5 e meia.

Dessa vez tinha pouco tempo para esperar, então resolvi ficar ali na rodoviária mesmo. Desci até a área de embarque e comecei a ler um pouco enquanto aguardava o tempo passar e o ônibus chegar.

Ele chegou. Embarquei e estava a caminho de uma das cidades que mais queria conhecer nessa rota histórica que desenhei na minha cabeça: São João Del Rei (Em alguns momentos do texto vou me referir a ela somente como São João ou SJDR, ok?)

Não me lembro do caminho que o ônibus fez, porque capotei a viagem toda, só me recordo que ele fez uma parada em Congonhas antes de seguir até o nosso destino final.

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#5. Arroz com feijão

Desde que comecei a pensar nessa viagem e decidi que ia começar por Minas, passar por Ouro Preto e Mariana era muito mais que uma vontade, era uma obrigação.

O que falar de duas das cidades históricas mais famosas do Brasil? Para mim é tipo aquela dupla infalível, que não tem erro, sabe? Arroz com feijão, sonho de valsa e ouro branco, Romário e Bebeto, pizza com coca-cola, cerveja e amendoim, pão de queijo com café e por aí vai…

Pois bem, lembrando um pouco o último post da viagem, estávamos no momento em que o Marco me deixou lá em Itabirito, na rodoviária. Era de manhãzinha e o movimento dela estava bem tranquilo, não tinha quase ninguém.

Comprei a passagem para Ouro Preto e aguardei. Acho que esperei uns 40 minutos por lá e depois mais uns 30 minutos do trajeto dentro do ônibus até chegar em Ouro Preto.

Nesse tempo, liguei minhas playlists no Spotify e comecei a ouvir minhas músicas preferidas para me auxiliar no processo de digerir mentalmente tudo que rolou naqueles 15 dias de trabalho voluntário na Pousada da Lavra.

Finalmente cheguei na rodoviária de Ouro Preto, estava começando uma nova fase de turismo na viagem!

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#4. Congonhas, não o aeroporto!

O último dia de carnaval começou cedo, não lembro ao certo quais foram as demandas de trabalho entre os períodos da manhã e da tarde. Só me lembro que no fim do dia, fui com o Marco para Engenheiro Correia buscar o Matt, o americano que iria começar a trabalhar de voluntário na fazenda também!

Paramos em um boteco conhecido e sabíamos que o ônibus passaria por lá. Ficamos tomando umas até o ônibus aparecer, que era o mesmo que eu tinha pegado há 15 dias atrás. Logo que ele apareceu, o Marco entrou na sua frente, pediu para parar e chamou o Matt lá de dentro.

Ambos desceram, entraram no carro e voltamos para a fazenda. O Matt era um cara muito gente boa, foi muito legal passar uns dias com ele, pois consegui pegar bem mais segurança no meu inglês, que na minha cabeça estava bem meia boca, mas ele mesmo me falou que estava muito bom.

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#3. Meu primeiro trabalho voluntário

O primeiro dia trabalhando na Pousada da Lavra já começou com uma surpresa. Às 8h subi para tomar aquele café da manhã reforçado, quando cheguei na cozinha, descobri que os gatos (ou os cachorros) da Pousada, tinham roubado os pães que deixamos lá na noite anterior… Ou seja, foi café da manhã só com café (feito pelo Cau) mesmo!

Pois bem, bora trabalhar… logo cedo já recebi a primeira tarefa do Cau: rastelar todo o mato que ele tinha cortado no dia anterior… fui rastelando tudo , abrindo caminho e também aproveitando para conhecer melhor a fazenda, que é enorme!

Fiquei umas 2 horas sozinho por ali, liguei uma de minhas playlists no Spotify e fiquei viajando em muitas coisas, minha cabeça estava borbulhando nos mais diversos pensamentos: alguns momentos pensava o quanto a viagem que eu estava “planejando” há 2 meses atrás estava acontecendo, outros pensava sobre o quanto estava longe de casa ou então o quanto estava calor mesmo…

Enfim, ter uma nova experiência de vida aliada com uma viagem era algo que eu queria muito e isso estava acontecendo.

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#2. Ouro Branco via Itabirito

Acordei cedo, estava começando meu terceiro dia de viagem e o último em São Thomé das Letras, tudo tinha passado muito rápido. O despertador tinha tocado cedo, lá pelas 6h, mas o cansaço não me deixou levantar para ver o nascer do sol de novo, dormi até às 8h.

Arrumei minhas coisas e tomei café da manhã, dessa vez estava só! Parti desbravar novamente a cidade, pois o ônibus para Três Corações só sairia a noite. Revisitei todos os lugares do dia anterior e consegui passar um tempo maior em cada um deles durante essa manhã, muitos estavam vazios, tal como a Casa da Pirâmide, que geralmente é bem cheio.

Lá consegui meditar um pouco e fazer aquela reflexão sobre a vida, acompanhado de uma vista incrível. Fiquei um bom tempo sozinho e conforme ia chegando mais gente e a minha concentração ia se acabando. Quando já estava lotado, resolvi sair.

Uma casa qualquer em São Thomé das Letras

 

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#1. Plano B

Acho que quase nada na minha vida aconteceu seguindo um plano A. Aliás, arrisco dizer que as coisas que seguiram esse plano não foram muito bem sucedidas ou tiveram que acabar cedo.

A verdade é que na maioria dos casos tive que recorrer para um plano B! Hoje tenho consciência do quanto fui e sou feliz com ele!

No fim do ano passado decidi investir um tempo da minha vida em algo que sempre quis fazer: viajar por aí! Como eu cheguei até aqui? Isso é assunto para outro post.

Resolvi começar pelo Brasil! Afinal, já fazia um tempo que eu não mochilava (acho que uns 2 anos) e eu sempre me restringi a conhecer a famosa bolha Sul – Sudeste. Estava na hora de conhecer nosso país um pouco mais!

Mal eu sabia, mas com essa viagem, o destino não podia preparar algo diferente. A minha ideia inicial era partir em fevereiro desse ano (2017) e após conseguir um trabalho voluntário em troca de hospedagem e alimentação em São Thomé das Letras — MG, meu primeiro destino, e depois turistar pelas cidades históricas de Minas.

A plataforma que escolhi para procurar esse trampo foi o Workaway, que é uma de muitas outras que existem disponíveis por aí, com a proposta de unir viajantes e hosts (pessoas que tem algum tipo de demanda, tipo donos de hotel, hostel, pousada, fazendas, dentre outras coisas…) em uma troca de experiência pelo mundo.

É o que chamamos de Work Exchange! Aqui tem uma explicação melhor sobre o que é isso!

Fiz o upgrade da minha conta para a conta premium (Acho que paguei 30 dólares por 1 ano) para poder entrar em contato com os hosts e já enviei uma solicitação me colocando a disposição para dois deles, que são de lá de São Thomé.

Passaram alguns dias, a resposta não veio e a ansiedade me corroía um pouco. Resolvi não me apegar ao meu “planejamento” e cheguei a conclusão de que precisava partir o quanto antes, iria inverter os planos: A ideia agora era turistar em São Thomé e conseguir um trabalho mais adiante.

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