#33. Um sítio no meio do paraíso

Separei esse post para falar mais sobre lazer e diversão! Ou seja, as festas e os passeios que fiz em Jeri. Uma coisa que eu sempre comento, com quem me pede informações sobre a vila, é que a minha percepção sempre foi de que lá é um lugar muito democrático.

Ou seja, têm opções de lazer e descanso para todos os gostos e bolsos, desde o turista que quer aproveitar do conforto com a sua família, até o mochileiro que está em busca de novas aventuras, quer conhecer gente nova e aproveitar o lugar ao máximo…

Na prática é assim: se você está a fim de ficar só na praia é possível, se quiser descansar boa parte do tempo em uma rede também rola, se curte um movimento mais agitado, tem festa todo dia ou então, pode frequentar os bares na rua, dentre outras opções.

Para começar, então, quero apresentar as festas!

Só até às duas da manhã!

Dá só uma olhada na programação de quando eu morava lá (não sei se já mudou):

  • segunda-feira: mistura fina (forró e samba) no espaço Serramar;
  • terça-feira: baile zé da beiça (tocava um pouco de tudo) no espaço Serramar;
  • quarta-feira: reggae no espaço Serramar e forró no restaurante da Amélia;
  • quinta-feira: DJ na praia (de graça) e sertanejo em algum lugar que não lembro;
  • sexta-feira: Samba no Solar da Malhada, além do DJ na praia de novo;
  • sábado: mais um dia de DJ na praia e forró no restaurante da Amélia;
  • domingo: Forró de trás da igreja no espaço Serramar.
Forró no Serramar

Era festa todo dia mesmo. Geralmente custavam entre R$15 e R$20, para quem era morador o preço caia para R$5. Me lembro muito bem que nos dias que estava sem grana, ou não queria gastar, chegava a esperar até uma e meia da manhã, a partir dessa hora a entrada era grátis para todo mundo.

Mas também, o horário para terminar era bem pontual: às duas da manhã já não tinha mais som! Tudo isso porque tem uma lei que proíbe a continuação do som e a venda de bebida alcoólica depois desse horário.

Na minha opinião isso era bom, porque dava para todo mundo aproveitar a noite e acordar no outro dia, sem perder algum passeio ou de passar o dia na praia, curtindo o lugar. Para mim foi ótimo, porque deu para ir boa parte dos dias, tinha que acordar cedo para fazer o café no hostel, então não rolava virar a madrugada toda!

Uma das festas mais divertidas…

Óbvio que sempre tinha os rolês pós-festa também, que eram bem engraçados, não frequentei muitos deles, mas sempre que ia, acabava dando muita risada com toda aquela galera “curva de rio” que se concentrava ali na praça, ou no Sangue Bão (uma espécie de mercado, padaria, tudo que você possa imaginar, que ficava aberto 24 horas) e também na padaria que abria só depois das duas da manhã para matar a fome da galera!

As festas começavam lá pelas 11 e meia da noite, mas o movimento começava bem mais cedo com a música ao vivo pelos bares na região da praça central, além dos músicos que rodavam a vila fazendo uma bela apresentação de bar em bar, de esquina em esquina.

Os hermanos Mariano e Clara mostrando que sabiam cantar (muito bem) música brasileira!

Ficar ali na praça era uma boa para começar a noite, tomar uma cerveja, conversar com quem estivesse por ali, dar um pulo na praia, tomar alguma coisa nas barraquinhas de caipirinha e decidir se vai ou não na festa.

Essa vida noturna da vila era bem gostosa, caminhar pelas suas “ruas” com o pé na areia, com a luz baixa e só observar o movimento era uma das coisas que eu mais gostava de fazer.

Para quem estava com fome, além dos restaurantes, também tinha os carrinhos de comida na rua São Francisco com um preço legal. Sempre que podia, acabava comendo uma deliciosa moqueca de arraia ou um cachorro quente que tinha queijo gratinado por cima feito no maçarico.

Felipe, André, Fede e eu de boa na Praça Central de Jeri…

Apesar de ter gostado muito de frequentar as festas, precisei dar um tempo por alguns dias. Ir quase todos os dias começou a virar rotina, e isso acabou me incomodando. Nos últimos dias, acabei dando um tempo para não ficar na mesmice!

As caipirinhas na areia da praia…

“Onde está você? Apareça aqui…”

Já comentei em alguns outros posts aqui sobre a vontade de aprender forró que era algo constante ao longo do caminho. Também, não é para menos, o nordeste inteiro respira o forró! Eu até sabia fazer bem malemá o famoso 2 pra lá, 2 pra cá… mas era horrível, sem coordenação nenhuma.

Logo quando cheguei em Jeri, o Felipe comentou comigo que tinha um professor de forró dando aula na vila, mas foi só depois de 1 mês que conseguimos achá-lo. Fizemos uma aula experimental, chamamos o Dudu e fechamos uma turma para começar logo na semana seguinte.

As aulas eram bem divertidas, eram nós 3 mais o Natan (o professor) e a Gabs (sua namorada, que também era uma excelente professora). Mais do que professores, viramos grandes amigos. Além disso, descobrimos algumas coincidências da história deles com a minha.

O Natan é de Floripa, onde conheceu a Gabs, que é uruguaia, sua família viajava de kombi pelo Brasil há alguns bons anos, trabalhavam com artesanato e ficaram muito amigos da Débora e da Vanessa que me hospedaram em Itacaré, quando passaram uma temporada por lá. Inclusive, as duas apareceram em Jeri também, marcando mais um reencontro da estrada, e a Débora morou um tempão também.

Começamos as aulas com um ritmo bem devagar e no fim já estávamos bem melhor. O Natan conseguia fazer uma comparação legal de como a gente era travado nas primeiras aulas com essa evolução, isso me motivava muito.

No meio de uma das aulas…

Ele também cobrava a nossa presença nos forrós para colocar em prática o que aprendemos. Ele fiscalizava de perto mesmo. No total foram 2 meses de aula e muita diversão, sempre ao som do clássico do Dominguinhos: “Onde está você? Apareça aqui…” No mês de Setembro o Felipe foi embora e o Andreas, um amigo recém chegado na vila, entrou no seu lugar.

Mais uma das aulas…

Sem dúvida, esse foi um dos melhores investimentos que fiz na viagem e na vida! Por mais que eu não tenha praticado muito depois, hoje eu já tenho uma noção muito melhor da dança, graças ao Natan, a Gabs e também ao Felipe, Dudu e Andreas que estavam comigo no mesmo barco!

A última aula!

A famosa lagoa do Paraíso

Geralmente quem vai pra Jeri se encanta muito com o seu pôr do sol, que pode ser visto da própria duna do pôr do sol, tomando uma cerveja no Dumundu ou então, na praia da Malhada. Não sei se falei aqui, mas acho que nunca vi tanto pôr do sol na vida, aquilo não cansa!

Acho que ainda não tinha colocado uma foto do pôr do sol visto do Dumundu aqui 😛

Mas, sem dúvida alguma, o lugar mais desejado é a Lagoa do Paraíso, é um dos “cartões postais” da região, ela fica entre Jeri e Jijoca. Para quem não está de carro, é possível chegar de duas maneiras: fechando o pacote do Litoral Leste com algum bugueiro, ou indo com as caminhonetes, as D20s, que fazem o transporte entre Jeri e Jijoca.

Essa última opção era a mais barata (R$20 por trecho na época) para quem queria ir somente para a lagoa, então era sempre muito procurada para quem era morador ou turistas que só queriam ir para lagoa.

Mas, no meu caso, sempre dava confusão. Aliás, acho que os poucos momentos de estresse que tive em Jeri era ter que lidar com os motoristas das D20s, no momento de negociar a ida para a Lagoa do Paraíso.

A treta iniciava porque eles insistiam em não querer fazer o preço de morador para nós (que era de R$10 por trecho), inventavam regras (chegaram a falar até que tinha que mostrar título de eleitor uma vez) e mesmo a gente provando que morava há um tempo em Jeri, muitas vezes até o fiscal da prefeitura interviu na situação, eles insistiam em fazer o preço de turista.

No fim, eu sempre consegui pagar o preço de morador, mas era uma batalha árdua conseguir esse combinado. O bom é que a recompensa vinha depois, em alguns minutos, logo depois de percorrer o trajeto das dunas.

A cor da água da lagoa do Paraíso é algo sem explicação, era calma e uma delícia para relaxar. Realmente era um pedaço paraíso, dentro do próprio paraíso (olha a redundância!), apesar dos restaurantes, mesas de plásticos e turistas em excesso (dependendo do dia).

A tão desejada Lagoa do Paraíso…

Geralmente eu ia com o Felipe e o Dudu, além de outros hóspedes que estavam no hostel. Nós evitávamos ir no restaurante mais badalado, porque era muito caro, além das denúncias de degradação ao meio-ambiente que acumulavam (não vou falar o nome para não fazer propaganda também :P)

A vida tava boa…

Então, pedíamos para ficar no restaurante do lado que tinha um preço um pouco mais em conta e não cobrava entrada. Dava para ficar bem mais sossegado.

Mais uma da Lagoa do Paraíso…

Passar a manhã e a tarde lá era uma massagem na mente e uma ótima maneira de recarregar as energias! A sua água era de uma calmaria sem igual, deitar nas redes dispostas ali realmente dava a sensação que tínha uma vida de rei.

Saudades desse dia incrível!

O rolê de Kombi

Falando em lagoa do Paraíso, eu tive o prazer de conhecer a sua outra ponta, o lado menos turístico. O mês era setembro e a Marinez, uma das amigas de lá, agitou para irmos passar o seu aniversário no sítio de um amigo, o Sítio do Luiz, que ficava exatamente do outro lado da lagoa.

Pegamos uma D20, essa bem no estilo jardineira da CVC (com muitos lugares), descemos em Jijoca e lá embarcamos na sua Kombi que estava em um estacionamento da cidade. De Kombi seguimos até o sítio, estavamos em umas 8 pessoas, mais os cachorros da Mari.

Nós na jardineira….
Aquela selfie na Kombi

Enfim, chegamos no sítio, que é bem peculiar, o Luiz é um cara bem engraçado e bem consciente nessa pegada ecológica e comunitária. O seu sítio é cheio de invenções, principalmente, nas que são focadas para fortalecer as práticas de permacultura e agrofloresta (lembrei muito de Piracanga, a ecovila que tinha conhecido há alguns meses atrás).

Fiquei sabendo que o sítio foi sede de um encontro anual que se chama ENCA (Encontro Nacional de Comunidades Alternativas). A Marinez e o Dudu já frequentaram alguns desses encontros, dentre eles o que foi no Sítio do Luiz.

Chegamos no fim da tarde e passamos a primeira noite conversando e descobrindo o sítio, eu experimentei a tal da carne de caju e, desde então, mudei a minha relação com a fruta (eu não gostava muito, lembranças dos sucos concentrados que tomava na infância).

Um pouco do Sítio do Luiz

O local que dormimos era tipo uma oca em que a galera instalou umas redes e eu aproveitei para estrear a minha barraca. Aliás, a proposta era essa, acampar bem próximo da beira da lagoa!

O outro lado da Lagoa do Paraíso

O sítio tem uma energia incrível, a lagoa ajuda muito nisso. Naquela noite, já era madrugada e resolvemos dar um mergulho sem roupa. Aproveitei para intencionar que aquelas águas tão especiais levassem qualquer energia ruim e me preenchesse com a sua energia boa. Sai depois de alguns minutos, já estava tremendo de frio…

No outro dia pela manhã, fui convocado para a missão de levar o Felipe até Jijoca. Ele estava se despedindo de Jeri, seguindo sua viagem, o seu novo destino agora era Maragogi. A Marinez deixou a kombi na mão do Dudu para fazermos esse trajeto até Jijoca.

Aquele rolê foi bem simbólico para mim, primeiro por estar em uma kombi, que é, sem dúvida, uma das maneiras de viajar que penso em um futuro próximo, além de toda a irmandade que criei com o Dudu e o Felipe nesses meses… foi uma despedida muito massa.

Eu, Felipe e Dudu

No trajeto eu aproveitei para observar um lado diferente do paraíso, casas e ruas bem ao estilo do interior do nordeste. As vezes eu achava que estava no cenário do filme “Central do Brasil”. A viagem deve ter levado uns 20 minutos, mas pareceu um dia inteiro de tanta coisa que eu vi.

Tietando a Kombi da Marinez

Nos meus pensamentos, eu sorria, muito por ver como a estrada meu deu grandes amigos, não lembro ao certo sobre o que conversamos no caminho, mas foi um momento bem agradável. Depois de deixarmos o Felipe no posto, voltamos para o sítio e passamos o resto do dia por lá, até voltar para Jeri somente pela noite.

O caminho…

A tal da Pedra Furada

Outra atração muito procurada é a Pedra Furada. Ela fica bem perto do vilarejo e dá para chegar caminhando pelo morro do serrote ou pela praia da malhada.

Pela praia da malhada é um caminho lindo, mas só é possível quando a maré está baixa, com uma paisagem diferente (uma mistura de rochas, vegetação mais desértica e praia), vale a pena se organizar para fazer a caminhada.

Dependendo do horário forma-se até piscinas naturais (o tal do Buraco da princesa é a mais famosa delas), mas é preciso tomar cuidado para não ficar ilhado ao perder muito tempo na caminhada e a maré subir.

Mas se a maré não colaborar, o morro do serrote também vale a caminhada, apesar do sol quente batendo na cabeça. Nessa subida dá para ver muitas das dunas que cercam Jeri. O caminho também tem alguns animais mais selvagens de pequeno porte, uma vez até me deparei com uma cobra fininha atravessando na minha frente.

A Pedra Furada vista de cima.

A pedra furada é cheia de turistas, chega até a formar fila parar tirar fotos na sua frente e tem um guardinha do parque nacional que fica de olho para a galera não subir na pedra.

No horário do pôr do sol então, nem se fala, parece que todo mundo que está em Jeri fazia questão de estar lá. Eu nem me preocupava muito com isso, sabia que seria impossível conseguir capturar alguma imagem sem ninguém.

Natan, Gabs e Eu na Pedra Furada.

Somente uma vez na baixa temporada que consegui ver o lugar deserto e aproveitei para tentar tirar fotos boas… Na volta pelo morro do serrote sempre tinha uns caras oferecendo para levar os turistas de volta de charretes com cavalos.

Ali eu comecei a me conscientizar mais em relação a exploração animal vinda do turismo, não só em Jeri, mas em todos os lugares que passei. Era nítido o sofrimento dos bichinhos ao ter que fazer, sei lá quantas vezes, aquela viagem por dia.

Algumas vezes eu chegava a ficar puto com a situação dos cavalos e também de ver a sem vergonhice dos que ganham dinheiro com isso. Sem contar a falta de consciência do turista que aceitava subir naquela condução sem se preocupar com o estado do animal…

A Pedra Furada um pouco mais de perto…

Mas, voltando a falar de coisa boa, para mim, a ocasião mais legal, foi quando pude ver a Pedra Furada de outra perspectiva: de dentro do mar! Tive a sorte de fazer um passeio de canoa havaiana com alguns amigos que também eram moradores.

Saímos da praia principal e fomos até a região da pedra furada logo pela manhã, remando e remando. Aliás, que delícia que foi remar aquele dia e desfrutar do mar em uma região bem longe da areia e, de quebra, ver a pedra furada com outros olhos!

A galera na canoa…
A Pedra Furada vista de dentro da água

Um sítio no meio do paraíso

O Sítio Paraíso também é um lugar que merece destaque. Lembro que quem trabalhava com o turismo não coloca muito o local em evidência. Eu mesmo conheci pelos amigos e amigos de amigos que já moravam lá.

O sítio paraíso fica bem atrás da duna do pôr do sol, basta caminhar uns 20 minutos em direção a umas árvores e coqueiros. É mais um oásis no meio do deserto. É um sítio mesmo, tinha um riozinho, além de uma ou duas casinhas, lembro que tinham até porcos ali.

Entrada do Sítio Paraíso

Se não me falha a memória tinha até uma galera que morava no sítio, acampava, dormia nas redes, uma galera bem roots mesmo. Não sei como era o esquema. Atrás dessa propriedade tinha uma lagoa muito linda, cercada de dunas.

O lago do Sítio Paraíso…

Era muito legal caminhar até lá, andar pelas dunas, apreciar a paisagem, sentir o vento forte na cara. Eu cheguei a ir umas duas ou 3 vezes. Era um bom lugar para pensar na vida, ter paz e também ver o pôr do sol!

Depois, dava até para sair por de trás e pegar a parte da praia que ficava além da duna do pôr do sol, era um lugar mais tranquilo para tomar aquele banho de mar!

Enfim a lagoa que fica ali perto do Sítio Paraíso.

Conhecendo Tatajuba

Outro passeio que tive a oportunidade de fazer foi o que é conhecido como passeio do Litoral Oeste, que fica ali na praia de Tatajuba, litoral da cidade de Camocim (ali pertinho e que também fica na Rota das Emoções). Eu e o Felipe ganhamos de presente da Mari no mês de setembro (meu aniversário era dia 04 e ele no dia primeiro).

Fiquei muito feliz com esse presente, é bem provável que se não fosse a Mari, talvez não teria conhecido Tatajuba. Mais do que o passeio em si, o gesto de carinho foi o que mais contou, aquilo significava um bom reconhecimento pelo trabalho que estava fazendo no hostel.

Então, pela manhã o cara que fazia o passeio de bugue para o hostel foi nos buscar. Ganhamos a companhia de um casal bem gente boa de Fortaleza. O bugue seguiu duna adentro, bem a frente da duna do pôr do sol.

Lembro que começou quando atravessamos uma ponte e logo já vem o primeiro atrativo do passeio, que é opcional: entrar em um barco para ver os cavalos-marinhos. Essa parte do passeio é paga a parte e, ainda bem, que ninguém do bugue quis fazer.

Já falei aqui sobre a exploração animal que vi em Jeri e isso era só mais um exemplo. Eu sabia que o barqueiro tira um cavalo-marinho da água e coloca em um pote para os turistas observarem, depois disso, devolve o bicho para a água.

O problema é que isso separa o cavalo-marinho da sua família, algo que o prejudica pelo resto da vida… Então, amigos, já sabem, quando forem para o passeio do litoral Oeste em Jeri, ajude a preservar o meio ambiente e não contribua para a realização dessa parte do passeio.

Depois disso o passeio começou com o cenário incrível do Mangue Seco, fiquei impressionado com o tamanho das árvores e a estrutura do lugar, tudo obra da natureza.

Mangue Seco…

Dá para se divertir, é cheio de redes, balanços e afins para brincar e tirar fotos. Depois o passeio seguiu em uma lagoa em que tem uns caras oferecendo para descer de Sandboard na duna. Eu e o Felipe arriscamos a descida e levamos um belo de um capote.

Um dos “brinquedos” no Mangue Seco…

Por fim, a última parada é na Lagoa Grande. Foi ótimo para passar o resto do dia relaxando, conhecer uma lagoa nova e aproveitar o restante do dia de folga e do presente de aniversário!

Duna no meio do caminho para descer de Sandboard

A volta para Jeri foi ótima, alguns quilômetros de areia percorridos em alta velocidade no bugue, deu para observar a paisagem lado a lado com o mar, sensacional!

Chegando na Lagoa Grande…

Aniversário dos Virginianos

Na volta de Tatajuba ainda rolou um churrasco no hostel para comemorar o aniversário dos virginianos: Eu, Felipe, Manu e Marinez, todos fazendo aniversário em setembro. Foi muito divertido e rolou até bolo.

Aniversário dos virginianos no hostel!

Naquele dia eu lembrei como foi difícil passar a data do meu aniversário no ano anterior (2016), as pessoas me dando parabéns e eu sem animação nenhuma para ser receptivo ao carinho.

Na época, as minhas lembranças estavam no passado, eu lembrava muito do aniversário de 2015, ano em que o pessoal que trampava comigo em Curitiba fez uma festa surpresa… Me senti tão querido que jamais pensei que passaria um aniversário assim novamente.

Essa festinha no hostel, por mais que não fosse surpresa, me trouxe o mesmo sentimento! Agradeci demais o destino por ter me colocado em Jeri naquele mês e também por poder passar o aniversário com amigos, que mesmo de pouco tempo, me trouxeram novamente a sensação de como era bom comemorar o meu aniversário!

Por hoje é só pessoal! Espero que tenham gostado 🙂 Para acompanhar os próximos posts, é só curtir a página do blog no Facebook!


Matheus Boscariol

27 anos, mochileiro, dando um rolê pelo Brasil.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *