Work Exchange: 5 maneiras para conseguir um trabalho enquanto viaja!

Trabalhar voluntariamente enquanto viaja, é uma ótima maneira de economizar uma grana e ter novas experiências durante o percurso! Esse jeito de viajar possui nome e sobrenome: Work Exchange.

Eu fiz isso em alguns trechos da minha viagem, trabalhei em hostels, pousadas e até em uma fazenda. Posso dizer que foi uma ótima oportunidade de deixá-la ainda mais interessante.

Afinal, quando você está imerso em uma experiência como essa, muitos aprendizados e descobertas podem aparecer, tal como entender melhor a cultura local, adquirindo um olhar sobre as coisas de um modo muito mais nativo do que turístico, criando raízes com as pessoas e o próprio local .

Além disso, é uma chance de poder trabalhar em algo que você nunca fez na vida, ou então,  mesmo trabalhando em algo que não seja novidade, mas tendo a chance de aplicar seu conhecimento em outro contexto de realidade.

Se você ficou interessado em saber um pouco mais sobre isso, ou então está querendo ter uma experiência como essa, listei logo abaixo algumas maneiras de conseguir um Work Exchange.

Construí essa lista, baseado no que eu já vivi nesse tempo de estrada. Veja só:

O que é Work Exchange?

Antes de mais nada, vou falar rapidamente sobre o que é o Work Exchange. Se traduzirmos ao pé da letra, temos:

  • work –  trabalho;
  • exchange – troca.

Ou seja, é o ato de trocar trabalho por alguma coisa, nesse caso a troca acontece por hospedagem e, em alguns casos, alimentação. É muito comum nos referenciarmos a ele também como trabalho voluntário ou voluntariado.

Eu, particularmente, considero o work exchange muito mais do que isso. Para mim é um tipo de intercâmbio cultural, em que tanto o viajante quanto o host – a pessoa que oferece esse tipo de trabalho –  podem ter contato com uma cultura diferente.

Além disso, esse tipo de trabalho se encaixa perfeitamente nos conceitos de economia colaborativa, em que há um compartilhamento de demandas, as quais ambas as partes se ajudam entre si.

O viajante ou mochileiro precisa de um lugar para ficar e o host precisa de alguém para trabalhar. O work exchange conecta-os para que possam fazer essa troca.

Já falei anteriormente, mas reforçando esse ponto: para quem está viajando a longo prazo, é uma ótima oportunidade de desenvolver uma habilidade nova, praticar uma nova língua, conhecer um local e uma cultura nova, dentre outras coisas.

Além disso, é possível gastar menos e ter uma vida mais simples, com mais qualidade e sem pressa.

Como conseguir um Work Exchange enquanto viaja?

Agora sim, vou listar aqui 5 maneiras para você conseguir um trabalho voluntário, ou work exchange, enquanto estiver viajando, ok?

Saiba que todas elas são baseadas na minha própria experiência e também pelo que tenho visto que deu certo com outros viajantes que conheci. Dá uma olhada e veja como não é difícil:

1. Plataformas

A maneira mais comum em conseguir um trabalho voluntário, enquanto viaja, é por meio das plataformas que foram criadas justamente para isso. Elas funcionam como se fossem redes sociais focadas nesse objetivo.

E opções de plataformas não faltam, posso listar aqui o Workaway, Helpx, Worldpackers e WWOOF, dentre muitas outras que estão surgindo. Cada uma delas tem a sua maneira de cadastro, regras e funcionamento, mas no geral o processo é semelhante.

Basta você pesquisar pelo local que deseja viajar e encontrar um host que esteja oferecendo trabalho por lá. Verifique as condições de troca que são oferecidas e o tipo de trabalho que está sendo solicitado, bem como as habilidades que são desejadas.

Se lhe agradar, entre em contato com o host solicitando o trabalho e pedindo mais informações. Dando certo esse “acordo”, basta chegar no local na data combinado e começar a trabalhar.

Você poderá consultar a lista de hosts gratuitamente nessas plataformas, mas para entrar em contato com algum deles é preciso comprar a licença Premium.

Eu optei pelo Workaway e se não me falha a memória, essa licensa me custou por volta de 30 dólares, por 1 ano de uso.

2. Contato direto

Uma das coisas que aprendi, nessa saga de procurar um lugar para trabalhar voluntariamente, é que não é preciso necessariamente se prender as plataformas. Afinal, qualquer host pode simplesmente não responder o contato, ou não estar mais com vagas disponíveis.

Junto a isso, há muitos lugares que precisam de voluntários e não necessariamente estão presentes nessas plataformas. Então, entrar em contato diretamente com esses lugares também é uma boa ideia.

Mas como fazer isso? Basta procurar na internet!

Dando um exemplo real, eu queria trabalhar em Jericoacoara, especificamente em um hostel, para poder passar um bom tempo por lá.

Então, entrei em um famoso site de reservas, procurei todos os hostels da cidade e comecei a enviar uma mensagem para eles por conta própria, pelo facebook e também pelo whatsapp.

Deu certo! Depois de um tempo eu consegui uma resposta positiva e tive uma experiência fantástica por lá durante 3 meses. 

3. Redes Sociais

As redes sociais também são uma ótima alternativa para conseguir um trabalho voluntário.

O facebook em específico possui vários grupos de mochileiros e outros que são focados no work exchange, em que há muitas pessoas solicitando e oferecendo oportunidades ligadas a esse tipo de trabalho. Pelos grupos que acompanho, vejo gente conseguindo trabalho por lá, então não custa tentar, né?!

Além disso, há os grupos específicos da cidade em que muitas oportunidades são postadas também! Então, vale a pena pesquisar e estar presente neles, pois muitos trabalhos voluntários podem aparecer de um dia para o outro, principalmente quando está perto da alta temporada.

4. Presencialmente

Chegar no local e bater de porta em porta procurando um trabalho voluntário também funciona! Afinal, há lugares em que há fortes demandas de pessoas para trabalhar a todo tempo e muitas delas podem surgir simplesmente de uma hora para outra.

Então, sair da zona de conforto, chegar no lugar e perguntar se há a possibilidade de trabalhar voluntariamente também pode ser uma boa ideia. Aliás, por experiência própria vi que alguns destinos turísticos do país só funcionam assim, pois a demanda de trabalho é muito alta e os locais de trabalho querem conhecer melhor a pessoa.

Então, se não deu certo das outras maneiras, tenha paciência! Mentalize o que você quer e chegue despretensiosamente com a cara e a coragem para começar a procurar um trabalho.

Aliás, se você pretende ficar no lugar por um bom tempo, não custa nada dedicar um tempo se esforçando para que isso se torne realidade, não é mesmo?

5. Rede de contatos

Por fim, ressalto que é possível conseguir um work exchange por meio da sua própria rede de contatos. Sim, provavelmente você tem algum conhecido, ou amigo de amigo, sei lá, que já visitou um dos seus destinos escolhidos e conhece alguém que oferece esse tipo de trabalho.

Eu mesmo consegui trabalho em Caraíva, no sul da Bahia, dessa maneira! Jamais imaginava que poderia dar certo! Então, não custa nada recorrer aos seus contatos para saber se alguém tem contatos no local que você pretende passar um tempo.

No mais, digo que basta ter paciência e acreditar que vai dar certo! Pode parecer bobagem, mas isso ajuda muito no sentido de controlar a sua ansiedade em poder viver uma experiência fantástica de work exchange!

Quer saber mais sobre a minha viagem? Então, veja aqui porque decidi rodar o Brasil!

Matheus Boscariol

27 anos, mochileiro, dando um rolê pelo Brasil.

3 thoughts on “Work Exchange: 5 maneiras para conseguir um trabalho enquanto viaja!

  • 28 de October de 2017 at 18:25
    Permalink

    Bom trabalho filho… está dando proveitosas dicas para quem quer saber e fazer a sua viagem…..

    Beijos

    Reply
  • 6 de December de 2017 at 16:27
    Permalink

    Olá, mais uma vez venho a esse espaço dedicado e dessa vez é para uma dúvida. Sobre algo que tomei mais conhecimento no dia de hoje, o trabalho voluntário para viajante:

    Como funciona exatamente? Você trabalha sem receber $ (em troca de hospedagem), mas a dúvida é em relação a alimentação, e custos de higiene ou se manter mesmo… Como que na prática??!

    Reply
    • 8 de December de 2017 at 20:10
      Permalink

      Oi Aila,

      No geral você trabalha de 4 a 5 horas por dia, com uma ou duas folgas por semana. Além da hospedagem, muitos hosts oferecem algumas refeições: café, almoço e janta. Mas o número de horas que precisam ser trabalhadas e o que é oferecido em troca depende muito de host para host.

      Antes de fazer esse “acordo”, sugiro perguntar para o host até não ter mais dúvidas, ok?

      Em relação à alimentação, a maioria dos locais oferecem só o café da manhã, então as outras refeições ficam por sua conta (geralmente você pode usar a cozinha do local para preparar a sua comida). Com a higiene é a mesma coisa, tudo que for de item comum é oferecido (por exemplo: detergente para lavar louça, papel higiênico, etc), agora tudo que for de higiene pessoal também é por sua conta.

      Na dúvida, não custa perguntar para quem vai te receber.

      Aila, se tiver mais dúvidas pode perguntar por aqui ou então me mandar um inbox pelo Facebook, tudo bem?

      Grande abraço e boa sorte.

      Reply

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